"Quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo".
(Henry Ford)
____________________ TEA (Transtorno Espectro Autista)
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Semana do TEA
Na Semana do TEA, compartilho um link da NeuroConecta idealizado pela Dra. Fabiele Russo.
Basta se inscrever para assistir de forma gratuita e online a história bem pontuada da Anita Brito, Alexsander Sales e contando também com seu filho Nicolas Brito Sales.
Os vídeos serão disponibilizados, um a um durante toda a semana.
O 2º vídeo já está no ar (Trabalhando a comunicação no TEA).
NeuroConecta
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Educação Inclusiva
"O professor regular tem que estar ciente de é ele o responsável pelo aprendizado e pela inclusão de todos os alunos especiais de sua sala! O assistente, se houver, apenas o ajudará nessa tarefa." Roberto Andersen
sábado, 2 de abril de 2016
2 de Abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo X Realidade

Em contra partida
Crianças com autismo têm inclusão de faz-de-conta
Lei garante o direito a matrícula para crianças com autismo em todas as escolas. Mas a inclusão desejada passa longe da sala de aula
O dia 2 de abril é o dia mundial de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre as reivindicações de políticas públicas para os 4% da população que têm algum grau de autismo, a que mais se destaca é a inclusão escolar. Desde que a lei 12.764/12 foi regulamentada, famílias que encontravam as portas fechadas nas escolas particulares e quase nenhuma atenção das instituições públicas passaram a ter a matrícula de seus filhos aceita, além de ter o direito a um profissional de apoio para acompanhamento especializado, se necessário. Negar matrícula a pessoas com deficiência – e quem tem autismo passou recentemente a ter os mesmos direitos – leva à punição de três a 20 salários mínimos para o gestor escolar e, em caso de reincidência, à perda do cargo.
Mas, mesmo que garantida a matrícula, é longa a luta pelo direito de aprender e de ter suas particularidades respeitadas. Diferente de quem tem uma deficiência física, que pode ter a necessidade educacional especial resolvida com rampas e elevadores, por exemplo, a solução é mais desafiadora em casos como o autismo, transtorno que compromete a comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação e planejamento. “Existe a lei que determina que a inclusão deve acontecer, mas não determina o apoio e, mais do que isso, não determina ações que possibilitem atendê-los de forma mais inclusiva”, afirma a terapeuta ocupacional Claudia Omairi, professora e pesquisadora em Integração Sensorial e Autismo pela UFPR.
Especialistas defendem que alunos com necessidades especiais como os que têm autismo precisam de uma readaptação do ambiente para que possam ter a chance de aprender como os demais. Para isso, as políticas públicas devem garantir aos educadores a capacitação, tempo de preparo de aulas, recursos de tecnologia assistiva e espaço físico adequados. Além do currículo adaptado e de um profissional de apoio com maior ou menor interferência no dia a dia escolar, uma criança com autismo pode precisar de cuidados com estratégias sensoriais, que variam desde estímulos visuais, auditivos ou táteis, lembrando que cada criança pode responder com uma hiper-resposta (quando não tolera brincar na areia, ou mexer em tinta) ou ser hipo-responsivo (se machuca, mas a dor não é percebida, pois não tem registro sensorial). “Os professores devem ter um bom conhecimento acerca do autismo, e saber como lidar com as estratégias sensoriais a fim de amenizar o impacto frente às diversas reações da criança”, afirma Cláudia.
“A professora grita muito, grita: ‘vai logo”, ‘presta atenção’”, conta Artur, 7 anos, estudante de uma escola particular de Curitiba. O menino, que tem autismo e sensibilidade auditiva, passou a se recusar ir à escola e a mãe Estefânia Dias Mendes, que é professora do ensino fundamental da rede pública, está aguardando um posicionamento da direção. A terapeuta ocupacional e a psicóloga que atendem o menino já haviam feito visitas à escola, mas o garoto permanece sendo obrigado a fazer cópia do quadro e as reclamações sobre a gritaria continuam. “Essa semana, um colega contou que Artur disse à professora que não era correto deixar os alunos surdos. A turma toda riu, e nada tem sido feito para respeitar meu filho. Ele não pode continuar com essa professora”, conta Estefânia, que estuda registrar boletim de ocorrência contra a escola.
Mães assumem adaptações das salas de aula
Apesar de a inclusão estar em debate no Brasil há quase 20 anos, a escola ainda rejeita o uso de materiais fundamentais para o aprendizado de muitas crianças com necessidades educacionais como o autismo, segundo a terapeuta ocupacional Marcia Valiati, do ambulatório Enccantar, que também atende crianças com autismo. Ela sugere que sempre um profissional capacitado encontre adaptações personalizadas em cada escola, de acordo com os alunos que lá estudam. Apesar do cuidado individualizado ser o ideal, há medidas que favorecem a todos e que podem ser implementadas facilmente. “Ao sentar, a criança não deve ficar com os pés elevados, balançando. O que pode ser resolvido com um apoio fixo, de balanço, ou almofada. As escolas também não aceitam o plano inclinado, mas ele é essencial para ajudar a manter o foco, especialmente na hora da criança copiar algo do quadro. Também adapto materiais”, afirma.
A fisioterapeuta e psicopedagoga Karlen Pagel conta que conquistou abertura para fazer adaptações de materiais na escola particular onde os filhos Enzo e Caio cursam o 1º ano. Ambos têm autismo e usam materiais como almofadas sensoriais, lápis e tesoura especiais além de adaptações ergonômicas. Mas se a abertura para levar materiais adaptados para a sala de aula – pagos pela família – não é um problema, Karlen sente falta do contato mais próximo com a equipe de professores. “Eles não adaptam nada, parte da família mesmo. Mas penso que é um processo, aos poucos vamos conseguindo convencer a escola da importância de assumir esse papel. Minha maior dificuldade é a distância em relação às professoras. Não são liberadas para participar de discussões com a equipe terapêutica dos meninos, como um grupo do whatsapp que mantemos só para esse fim.”
Nos Estados Unidos cada aluno com autismo têm seu material escolar adaptado, com muita informação visual, figuras e cuidado com textos que podem ser difíceis de ser interpretados – pessoas com autismo têm pensamento literal e concreto. A rotina visual traz previsibilidade das ações que ocorrerão na escola, evitando assim o aparecimento de comportamentos inadequados. Foi um baque se deparar com a realidade das escolas brasileiras para a pedagoga Laressa Herman, mãe do Leonardo, 6 anos, que estudou em escolas americanas até o ano passado. “Além da escola, pago terapeuta ocupacional e clínica, o combinado era a escola passar todo o material que a turma do Leonardo está vendo com antecedência de uma semana, para as terapeutas poderem adaptar. Mas a escola sempre atrasava e acabou virando uma bola de neve”, conta.
Leonardo têm atividades estruturadas específicas, leva para escola almofada de peso (veja galeria de fotos abaixo) e um tapete para ficar mais confortável quando cansa da cadeira, tudo pago pela mãe. Para a professora da UFPR Claudia Omairi, informar as famílias sobre os direitos de seus filhos e deveres das escolas – como a proibição de qualquer escola cobrar que a família providencie materiais adaptados ou pague profissionais para isso – também deve ser alvo de ação governamental. “São muitos os desafios, a sociedade tem de obter mais conhecimento acerca do autismo e há um grande caminho a ser percorrido. Cabe aos governos instituir e à sociedade cobrar.”
FONTE: Gazeta Povo
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Fundação abre inscrições para evento com médico referência em autismo
1º Encontro Internacional Panda, sobre intervenção precoce e desenvolvimento infantil, acontecerá em 13 e 14 de setembro, com a presença de Carlos Gadia
Assessoria 07 Agosto de 2015 - 08:54

Ribeirão Preto sediará, em 13 e 14 de setembro, um dos mais importantes eventos para pais, cuidadores e profissionais de saúde preocupados com o desenvolvimento em risco ou atípico de crianças. Organizado pela Fundação PANDA (Programa de Apoio ao Desenvolvimento e Aprendizagem), entidade recentemente inaugurada na cidade, o encontro contará com a presença do médico Carlos Gadia, uma das mais importantes referências em autismo no mundo e diretor do Miami Children's Hospital. As vagas são limitadas, e as inscrições já estão abertas pelo sitewww.fundacaopanda.com.br.
O evento internacional vai discutir a importância da intervenção precoce na redução do risco para a expansão de diversas síndromes, tais como o autismo e a dislexia. A agenda do dia 13 acontecerá no salão Golden do hotel Araucária Plaza,com um limite de 200 pessoas, e no dia 14 própria Fundação PANDA, para 20 pessoas.
Carlos Gadia virá a Ribeirão Preto a convite de José Virgílio Braghetto, um dos fundadores da Fundação PANDA, que esteve com o médico em julho passado, na Flórida, juntamente com a Dra. Christiana Almeida, apresentando a PANDA para profissionais de saúde do Miami Children's Hospital. O objetivo da visita foi mostrar os trabalhos de intervenção intensiva precoce, o treinamento fornecido aos profissionais e o desenvolvimento de pesquisas que vêm sendo realizados.
FONTE: Tribuna Hoje
sábado, 11 de julho de 2015
Congresso on-line sobre autismo recebe inscrições de participantes
Discussão é promovida por terapeuta de Ponta Grossa, no Paraná.
Serão 24 palestras entre segunda-feira (6) e domingo (12).
O 1º Congresso Nacional On-line de Integração Sensorial começa na segunda-feira (6) e termina no domingo (12). O objetivo é discutir o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) com profissionais que atuam na área. As inscrições são feitas pelo site do congresso. A participação é gratuita.
Conforme a organizadora do congresso, a terapeuta ocupacional de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, Gabrielle Grube Pereira, os interessados podem se inscrever para a programação completa ou para as palestras que desejar.
Serão 24 palestras dadas por médicos, pedagogos, psicólogos, pais de autistas, fonoaudiólogos e integrantes de movimentos ligados ao autismo.
Gabrielle vai ministrar a primeira palestra na segunda, às 10h, sobre as características do processo sensorial dos autistas. Ela recomenda o congresso para famílias de autistas e profissionais que trabalham com o tema.
Até a tarde deste domingo (5), o congresso já tinha recebido 4,3 mil inscrições. “Há pessoas de todos os estados brasileiros e de 15 países”, conta.
Segundo a terapeuta, o participante se inscreve no site e recebe um link pelo e-mail cadastrado para assistir à palestra, que é transmitida ao vivo. A explanação pode ser acessada em aparelhos celulares, tablets e computadores.
O autismo é um transtorno de comportamento. As características principais são a falta de interação social, a repetição de comportamentos e a dificuldade na fala. Os sintomas aparecem, normalmente, até os três anos de idade.
FONTE: G1
sábado, 20 de junho de 2015
Movimento Orgulho Autista Brasil comemora 10 anos
"Da forma como está, não há do que se orgulhar, mas todo pai e mãe tem orgulho sim dos seus filhos autistas", diz presidente
Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB) comemora 10 anos de atividades. Em entrevista ao programa Cotidiano, o presidente Nacional do MOAB, Fernando Cotta, conta que o Movimento nasceu nos Estados Unidos, em 2004, um ano antes de se tornar um movimento mundial.
O presidente avalia se o movimento hoje tem do que se orgulhar: "Se essas pessoas tiverem de fato a atenção dedicada das autoridades e acesso amplo às políticas públicas, às terapias precocemente administradas, educação especial ou mesmo inclusiva, ou seja, quando os serviços de educação e saúde estiverem disponíveis para as pessoas com autismo, há uma grande chance desses pais terem orgulho".
E ressalta: "Da forma como está, não há do que se orgulhar, mas todo pai e mãe tem orgulho sim dos seus filhos autistas, porque querem dar oportunidades a eles, e que essas pessoas tenham o direito de cuidar de si mesma, cada um no seu limite".
Fernando Cotta explica que o autismo é uma deficiência que atinge principalmente os eixos da comunicação e da sociabilização. Os autistas têm dificuldade de se comunicar, de estar com outras pessoas, de brincar, de entender os outros. Muitos deles não falam. "O grande enigma do autismo é que se consiga entender o que eles querem ou não querem e que eles consigam também nos entender", conta.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o MOAB busca discutir as políticas públicas para atender pessoas autistas e informar sobre existência de leis federais e distritais e sobre a importância do diagnóstico precoce.
Ouça anesta entrevista ao Cotidiano, com a jornalista Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.
FONTE e Áudio: Rádios EBC
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Posicione-se contra a taxa extra de escolas particulares para alunos com deficiência
Change.org
Sou advogada e acima de tudo sou mãe, e tenho um filho com deficiência. É notório que muitas escolas particulares estão cobrando taxas extras para alunos deficientes - estão repassando os custos de adaptações físicas e de profissionais mediadores para as famílias. Só que esta cobrança é ilegal e não deveria existir.
Peço que o Ministério da Justiça emita um parecer contra esta cobrança, que precisa acabar. A Constituição garante à criança com deficiência o direito a frequentar uma escola regular e ser atendida sem ter que pagar mais apenas em razão da deficiência. Esta cobrança é, na prática, uma discriminação.
Quero isso não para o meu filho, que já foi discriminado nas escolas que passou e hoje estuda em casa, em uma escola especialmente montada para ele. Exijo isso para milhares de pais que não têm como pagar taxa extra, pois já é muito caro manter filhos deficientes.
Os salários dos mediadores e as despesas para adaptar salas de aula para alunos deficientes devem estar diluídos no valor da mensalidade.Se um aluno estuda no 4o andar de uma escola, ele paga taxa extra pelo elevador? Não. E o aluno cadeirante, ele paga a rampa ou o elevador da escola? Não, afinal qualquer melhoria na escola valoriza o patrimônio do dono de escola!
As escolas só têm a ganhar se abandonarem a discriminação.Apoiar a inclusão social é permitir que todas as crianças convivam e entendam o que respeitar o próximo. Além disso, este é um direito garantido por lei. Assine esta petição e pressione a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça a se posicionar!Só desse jeito o Procon e o Ministério Público dos estados vão se mexer e fiscalizar as escolas!
ASSINE ESSE ABAIXO-ASSINADO - Change.org
terça-feira, 21 de abril de 2015
Mion emociona ao falar sobre o filho autista: "Sou guardião de um anjo"
Neste sábado (18), todo o elenco do Legendários se vestiu de azul. Até o Hulk Magrelo mudou de cor porque azul é a cor do Mês da Conscientização sobre o Autismo. Marcos Mion divulgou a campanha e falou sobre sua experiência pessoal. Pai de Romeo, ele se diz "guardião de um anjo". As palavras de Mion comoveram o apresentador Gilberto Barros, que fez questão de apoiar o colega. Veja!
Assista o vídeo em: r7
sábado, 4 de abril de 2015
Dia do Autismo: uma vida de dedicação para lapidar joias raras
02/04
Fotos: Wilson Filho/Cidade Verde

Jucyara trocou de profissão após o diagnóstico do filho Gusthavo: "cada evolução é uma conquista"

Jucyara trocou de profissão após o diagnóstico do filho Gusthavo: "cada evolução é uma conquista"
Por Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com
rayldopereira@cidadeverde.com
"Meu filho é meu sonho, minha joia rara", é comum ouvir frases como essa de uma mãe amorosa. Mas e se você descobrisse que seu filho é autista, como reagiria? É com esta consciência de que um filho é, de fato, uma joia rara que Jucyara Ibiapina, de 31 anos, fala de seu filho, Gusthavo Ibiapina, de apenas 10 anos, que tem o diagnóstico de autismo clássico. "Não foi fácil, foi doloroso, mas cada evolução é uma conquista", comemora a mãe que já vê no filho imagens de um futuro que, quando recebeu o diagnóstico, não via.
Descoberta
Jucyara começou a perceber que o filho tinha autismo logo que ele completou dois anos. Segundo ela, o primeiro foi diagnóstico era de que ele estava inserido no chamado "espectro autístico", que engloba uma série de características dos autistas. No início o tratamento aconteceu com a intervenção de medicamentos e em seguida as terapias. Somente aos seis anos uma neurologista concluiu o diagnóstico, Gusthavo realmente se enquadrava como autista clássico.
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Características que podem ajudar os pais a identificarem o autismo
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|---|---|
Falta de interação social: a criança age como se não estivesse vendo ou ouvindo os familiares | |
Dificuldade de comunicação | |
Comportamento repetitivo e esteriotipado: a criança faz, por exemplo, movimentos repetitivos com o corpo ou com membros. | |
Apego exagerado a um objeto em detrimento a outros como sacolas, galhos, canudos, etc. |
"Ele não olhava no rosto da gente, se espantava e tinha um gesto repetitivo com a mão. Ele desenvolveu o sentar, o engatinhar normalmente e quando passou para fala chegou até a balbuciar mais ou menos, mas ao completar dois anos parou de falar. Só apontava, chorava muito, ficava muito nervoso, irritado, falávamos com ele e ele não olhava. Chegamos a fazer exames de audimetria para saber se ele tinha problema de surdez já que ele não identificava sons e a percepção dessas características nos levaram a um rápido diagnóstico", explicou a mãe.
Dor e superação
Jucyara relata que os anos até o diagnóstico foram dolorosos e que as imagens mentais que criava para o futuro do seu filho eram desanimadoras. Porém, junto a isso, a alegria e a superação de acompanhar a evolução do filho a deram força para continuar.
"Eu sentia impotência pois imaginava que o erro estava comigo por ele ter essa patologia. Tive depressão e um período de tristeza muito grande. Quem me ajudava muito era minha mãe. Ela nunca ficou no mesmo patamar que eu de tristeza e me dava sustentação. A gente sente que a culpa é nossa, que há um erro nosso e a a gente que proporcionou isso ao filho. A primeira prospecção que a gente faz é que os filhos não vão ter nada que uma criança normal tem e quando a gente começa o tratamento que vê todos os progressos e a evolução que ele tem, a gente diz: 'poxa ele vai poder ter uma vida feliz e de qualidade'. Podemos dizer que as pessoas podem compreender ele, ele vai ter oportunidade de ser inserido na sociedade e vai poder ser participante dela. Não só atuante, ele vai ser participante daquela sociedade", comemorou Jucyara.
"A primeira prospecção que a gente faz é que os filhos não vão ter nada que uma criança normal tem e quando a gente começa o tratamento que vê todos os progressos e a evolução que ele tem, a gente diz: poxa ele vai poder ter uma vida feliz e de qualidade"
Jucyara, mãe do Gusthavo, de 10 anos de idade
Depois de superar as dificuldades em seu interior, começa o desafio externo, que é enfrentar as dificuldades de inclusão para a inserção de crianças com autismo em escolas de ensino regular. Instituições como a AMA (Associação de Amigos do Autista) em Teresina, chegam a ter uma fila de espera de 100 pessoas para novas vagas. Jucyara relata que a experiência de mudança de escola é traumática, mas que com a insistência e o interesse dos pais, é possível sim, inserir a criança autista na escola. Nesse ponto, Jucyara reforça a importância da AMA no aprendizado e desenvolvimento do filho, que é acompanhado pela instituição.
AMA
A associação atende hoje cerca de 120 famílias e é a única instituição que oferece atendimento especializado. Rosália Sousa Oliveira, diretora, explica que a baixa oferta de vagas se deve a necessidade de um acompanhamento individualizado e especial aos atendidos, e por conta disso há longas filas de espera. "Sabemos que nossa estrutura não é suficiente e principalmente a quantidade de profissionais que nós dispomos também não é, mas fazemos um tratamento profissional especializado e clínico e por isso esse atendimento não pode atingir grandes grupos", complementou.

Rosália dirige a AMA, entidade que hoje atende 120 famílias
A associação funciona em um prédio cedido pelo Governo do Estado, mas não recebe recursos públicos para manter seu funcionamento. Através de um convênio, profissionais do Governo são enviados para trabalhar na instituição. Foi o caso de Rosália, que por ter uma sobrinha com síndrome de Down e o marido com uma deficiência física, acredita ter escolhido o local para construir sua carreira profissional. Desde 2005 na associação, Rosália comemora as conquistas mas ressalta que muito é preciso evoluir ainda neste tipo de atendimento. Emocionada, a diretora se orgulha em defender a causa, que é lembrada em especial por todo o mundo neste dois de abril, dia internacional do autismo.
"Sinto-me muito feliz em poder estar colaborando e contribuindo de alguma forma com muitas famílias, adolescentes e adultos porque sei que todos só contam com a gente. Quando eles chegam aqui, a última porta que estão batendo é a porta da AMA", relatou a pedagoga.

Arte e atividades
Uma das atividades que mais chama a atenção dos pais e profissionais que trabalham na AMA é a ligada a arte. As crianças desenvolvem pinturas e trabalhos com massa de modelar, que podem ser vistos pelos visitantes na parede da sala de artes da instituição. Cores alegres e desenhos que expressam as emoções mais desconhecidas da mente autista, ganham forma através do traço. "Sem dúvidas este é um dos nossos principais trabalhos e nele é possível observar, assim como na música, grandes destaques destas crianças", pontuou a diretora.
Neste momento a entrevista é interrompida por Gusthavo, que brinca com a massinha de modelar e sorridente corre para me contar sua nova ideia: "quero construir um lindo zoológico para ficar no lugar onde já tem um. Nele terão vários bichos e até uma lanchonete e uma loja de presentes", conta o garoto, que interage e explica detalhadamente cada setor do seu novo zoológico. Momentos como esse, para a mãe Jucyara, justificam e fazem valer todas as dificuldades. "Ver meu filho que nem falava interagindo com outras pessoas e até cantando me dá mais noção da importância que a AMA tem na vida dele. Eles são sua segunda família", completa.
Caminhos a seguir
Jucyara acrescenta que o primeiro passo de uma mãe na luta pela evolução do filho é conhecer tudo que é oferecido e que está ao seu alcance para o tratamento. Para ela, a melhor maneira de começar a fazer isso, foi largando o curso de veterinária que fazia, para encarar a sala de aula de Educação Física, onde pretende se especializar em psicomotricidade para atender não só o filho, como outras crianças que sofrem com as mesmas limitações.
Foto: Arquivo Pessoal

Raul Pereira, estudante de Educação Física que pretende se especializar no atendimento a crianças com necessidades especiais

Raul Pereira, estudante de Educação Física que pretende se especializar no atendimento a crianças com necessidades especiais
Assim como Jucyara, há em Teresina, outros exemplos de estudantes que desejam atender a esse público em especial. É o caso de Raul Pereira, de 23 anos. O jovem cursa o 6º período e Educação Física na Universidade Federal do Piauí, e garante que irá se especializar no atendimento a crianças com necessidades especiais. "Eu tive o exemplo dentro de casa, ao conviver durante toda a infância com meu melhor amigo, portador de uma síndrome, mas isso pouco importava para a nossa amizade. Trabalhar e tratar crianças com esse tipo de necessidade me leva além e me traz de volta a alegria e os sentimentos mais puros que pude conhecer e sentir", comentou o jovem.
"Trabalhar e tratar crianças com esse tipo de necessidade me leva além e me traz de volta a alegria e os sentimentos mais puros que pude conhecer e sentir"
Raul Pereira, estudante de Educação Física
Para os profissionais que se interessam pela área, o reconhecimento vem rápido, a prova é que Raul já é estagiário de uma academia na zona Sudeste de Teresina, onde os pais de alunos com necessidades especiais já aguardam ansiosos sua formação. "Os pais procuram e como ainda não sou formado, não posso atende-los, mas hoje tenho certeza que ao me formar, seguirei esse caminho", acrescentou o estudante.
Exemplos como o de Jucyara e Raul, que dedicam sua formação e projetos de vida aos autistas, por exemplo, motivam e alimentam ainda mais em Rosália, diretora da AMA, o sentimento de que a luta não terá fim e de que a cada dois de abril a memória se manterá viva. "Estamos aqui e precisamos ser lembrados. A cor azul dos monumentos não os torna apenas bonitos. Nos engrandece e desperta na sociedade a lembrança de que os autistas merecem seu espaço garantido na sociedade", concluiu.
FONTE cidadeverde.com
sábado, 14 de março de 2015
Rezende quer debater políticas públicas sobre o autismo em MT
março 8, 2015

Sebastião Rezende: “a audiência é uma das formas de aumentar o conhecimento da sociedade sobre o autismo, buscando melhorar a qualidade de vida deles e de suas famílias”
O deputado Sebastião Rezende (PR) apresentou um requerimento pedindo uma audiência pública para debater políticas públicas sobre o autismo em Mato Grosso. O debate está previsto para acontecer no dia 2 de abril, às 19 horas, na Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
Em Mato Grosso, Rezende é autor da lei 10.262, que estabelece o calendário oficial de eventos do Estado, com a semana estadual de conscientização e reflexão sobre o autismo. “A data entrou para o calendário de eventos do Estado com a publicação da Lei nº 10.262 de 22.01.15, de nossa autoria. O dia da conscientização mundial do autismo é celebrado em 2 de abril, data reconhecida pela ONU – Organização das Nações Unidas”, disse o parlamentar.
De acordo com Rezende, a audiência pública vem ao encontro do desejo da Associação de Amigos do Autista de Cuiabá. “É uma de nossa bandeira de luta. Por isso, a audiência é uma das formas de aumentar o conhecimento da sociedade sobre o autismo, buscando melhorar a qualidade de vida deles e de suas famílias”, destacou.
Para a audiência, o parlamentar convidou os secretários estaduais de Saúde, de Educação e de Assistência Social, os diretores e os gerentes dos Centros de Apoio e Suporte a Inclusão da Educação Especial da Capital, das cidades pólos regionais de saúde. E também os diretores e os gerentes dos Centros de Atenção Psicossocial da Capital e do Interior do Estado.
O convite foi estendido ainda à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, ao Centro de Referência de Assistência Social de todo Estado, aos psicólogos, a psiquiatras, a pediatras, a nutrológos, a especialistas em medicina ortomolecular, aos alunos de psicologia da UFMT e das faculdades particulares da capital e interior, a Associação de Amigos do Autista de Cuiabá e das famílias de autistas e comunidade em geral.
Em Mato Grosso, Rezende é autor da lei 10.262, que estabelece o calendário oficial de eventos do Estado, com a semana estadual de conscientização e reflexão sobre o autismo. “A data entrou para o calendário de eventos do Estado com a publicação da Lei nº 10.262 de 22.01.15, de nossa autoria. O dia da conscientização mundial do autismo é celebrado em 2 de abril, data reconhecida pela ONU – Organização das Nações Unidas”, disse o parlamentar.
De acordo com Rezende, a audiência pública vem ao encontro do desejo da Associação de Amigos do Autista de Cuiabá. “É uma de nossa bandeira de luta. Por isso, a audiência é uma das formas de aumentar o conhecimento da sociedade sobre o autismo, buscando melhorar a qualidade de vida deles e de suas famílias”, destacou.
Para a audiência, o parlamentar convidou os secretários estaduais de Saúde, de Educação e de Assistência Social, os diretores e os gerentes dos Centros de Apoio e Suporte a Inclusão da Educação Especial da Capital, das cidades pólos regionais de saúde. E também os diretores e os gerentes dos Centros de Atenção Psicossocial da Capital e do Interior do Estado.
O convite foi estendido ainda à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, ao Centro de Referência de Assistência Social de todo Estado, aos psicólogos, a psiquiatras, a pediatras, a nutrológos, a especialistas em medicina ortomolecular, aos alunos de psicologia da UFMT e das faculdades particulares da capital e interior, a Associação de Amigos do Autista de Cuiabá e das famílias de autistas e comunidade em geral.
FONTE: atribunamt.com.br
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