"Quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo".

(Henry Ford)


____________________ TEA (Transtorno Espectro Autista)






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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um guia de segurança online útil para pessoas com distúrbios do espectro do autismo

Recebi de um leitor do blog, uma dica desse guia de segurança online para pessoas com distúrbios de espectro do autismo e de fato é, principalmente nesse momento tão excepcionalmente virtual que estamos vivendo em função da pandemia, super abrangente, importante e necessário.

 "A TEA é um distúrbio do desenvolvimento que afeta o comportamento e a comunicação. As pessoas com transtorno do espectro do autismo tendem a viver uma vida relativamente normal, mas podem não fazer um julgamento preciso e precisar de supervisão: uma característica que foi identificada como perigosa quando deixada à própria sorte no ciberespaço."

Um guia de segurança online para pessoas com distúrbios do espectro do autismo 


Obrigada Matthew!

sábado, 26 de outubro de 2019

..."Depois que o professor Edson entrou nessa escola, minha filha melhorou bastante. "

O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP

Edson dá aulas na rede pública há mais de 15 anos, mas diz que foi ali na sala de recursos que ele se realizou profissionalmente. "Professor não pode deixar ninguém para trás".


Super matéria: Link

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Sem cura e com tratamento caro, autismo é desafio para pais e instituições sociais

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Conversa com Bial debate autismo


O Conversa com Bial promoveu debate sobre autismo com convidados que, de alguma forma, estão ligados ao tema. Participaram de papo a arte-educadora e autista Amanda Paschoal, a psiquiatra infantil Rachel del Monde e o jornalista Luiz Fernando Vianna. (03/05/2018)

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4


PARTE 5


PARTE 6


PARTE 7


PARTE 8


PARTE 9


PARTE 10


PARTE 11 (Última)




domingo, 16 de julho de 2017

Cadela vira-lata ajuda menino autista a se desenvolver em SP: 'Encontro de almas'

    
Amigos inseparáveis há cinco anos, um ajuda e protege o outro em Itanhaém, no                                                     litoral paulista. 

  Link para a matéria: G1

domingo, 25 de junho de 2017

8 Sinais de que Você está DISTANTE de seu Filho


Com Dr. Ítalo Marsili, psiquiatra.



Como anda a sua relação com seu filho? Você demonstra seu afeto, conversa com ele ou está sempre no “piloto automático”? No vídeo de hoje, o dr. Italo Marsili apresenta os 8 SINAIS DE DISTANCIAMENTO EMOCIONAL, na estréia de uma série imperdível sobre afetividade infantil e harmonia familiar.

sábado, 29 de abril de 2017

Vila Sésamo apresenta Julia, nova personagem com autismo

"Queremos promover uma melhor compreensão e reduzir o estigma que envolve estas crianças", afirmou Jeanette Betancourt, vice-presidente da Sesame.


Com o objetivo de voltar a atenção da população para o tema e desconstruir estereótipos, a série infantil Vila Sésamo anunciou uma grande novidade: a inserção de uma personagem com autismo. A partir do dia 10 de abril, os pequenos que moram nos Estados Unidos vão conhecer Julia: uma muppet de 4 anos ruiva, de olhos verdes, que gosta de cantar e pintar e tem o costume de repetir as frases ditas pelos amigos. No começo, alguns deles ficam chateados por ela nem sempre interagir da maneira como eles estão acostumados, mas com o tempo, os colegas percebem que a garotinha tem um jeito diferente de se expressar.
A criação da personagem demorou um tempo para ser desenvolvida e, nesse período, pais de pequenos autistas foram ouvidos, assim como médicos e associações que lutam pela causa. “Queremos promover uma melhor compreensão e reduzir o estigma que envolve estas crianças. Nós fizemos um molde de um jeito que tanto crianças quanto adultos possam ver o autismo a partir da perspectiva de uma base de força – encontrar coisas em comum entre todas as crianças”, declarou Jeanette Betancourt, que é vice-presidente da companhia Sesame Workshop.


A escolha de uma personagem feminina na série também é um ponto que merece destaque, já que os meninos são mais propensos a desenvolver o autismo. Em 2016, uma pesquisa britânica estudou essa relação e sugeriu que os sinais do transtorno são diferentes nas garotas, que podem apresentar mais facilidade nas relações sociais do que os garotos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma em cada 68 crianças recebem o diagnóstico do distúrbio nos Estados Unidos.
Vale lembrar que o autismo é um transtorno que costuma apresentar os primeiros sinais até os três anos de idade e pode afetar o desenvolvimento da criança em alguns aspectos – como a presença de comportamentos repetitivos e a dificuldade de interagir socialmente e de se comunicar. E o que a personagem Julia, de Vila Sésamo, busca é quebrar a barreira do preconceito e trazer mais inclusão no mundo infantil, para que os baixinhos aprendam desce cedo a respeitar as diferenças.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

Autismo: novo estudo levanta debate sobre o transtorno em meninas

Em uma pesquisa, cientistas britânicos analisaram as relações de amizade de jovens autistas e sugerem que, quando se trata do sexo feminino, os sinais do distúrbio são diferentes.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o autismo afeta 1 a cada 42 meninos e 1 a cada 189 meninas – ou seja, o transtorno é bem mais comum no sexo masculino. Por isso, a maior parte dos estudos sobre o problema é feito com os garotos. Mas uma nova pesquisa da Universidade College London, na Inglaterra, mostra que as garotas autistas também merecem atenção – e pode ser que elas não estejam recebendo o devido cuidado, pois apresentam sintomas diferentes e, muitas vezes, não tão evidentes.
No estudo, apresentado no dia 6 de janeiro em uma conferência anual da Sociedade Psicológica Britânica, os cientistas compararam as relações de amizade de jovens autistas e de outros que não são portadores do distúrbio. No total, foram recrutados 46 adolescentes de 12 a 16 anos de idade, todos com um nível intelectual semelhante. Os participantes foram entrevistados e avaliados por diversos métodos psicológicos.  
Os resultados demonstraram que as meninas autistas tinham a mesma motivação social e espírito de amizade do que aquelas que não nasceram com o transtorno. A diferença é que as voluntárias com autismo entravam menos em conflito com suas amigas em comparação às que não nasceram com o problema. Na turma dos meninos autistas, a vontade de fazer amigos foi menor e os vínculos que eles estabeleceram se mostraram menos seguros, próximos ou prestativos em relação aos garotos que não contavam com a condição.
“Nossos achados mostram que os problemas ligados a relações sociais são mais sutis nas meninas do que nos meninos autistas, o que pode contribuir para as dificuldades no diagnóstico do autismo em garotas”, comenta Felicity Sedgewick, líder da investigação. “Lidar com conflitos com amigos ou pessoas próximas pode ser um alvo importante no apoio a meninas e jovens mulheres com o transtorno”, sugere a pesquisadora. Vale lembrar que, embora esse estudo tenha sido feito com adolescentes, os pequenos autistas devem ser observados desde a infância – não importa o sexo.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Semana do TEA


Na Semana do TEA, compartilho um link da NeuroConecta idealizado pela Dra. Fabiele Russo.
Basta se inscrever para assistir de forma gratuita e online a história bem pontuada da Anita Brito, Alexsander Sales e contando também com seu filho Nicolas Brito Sales.

Os vídeos serão disponibilizados, um a um durante toda a semana.
O 2º vídeo já está no ar (Trabalhando a comunicação no TEA).

NeuroConecta




domingo, 13 de setembro de 2015

Atendendo e Entendendo Crianças com Autismo na Terapia Comportamental


O que a terapia comportamental pode fazer pela criança com autismo?


ESTRUTURA DO CURSO
• Entendendo o autismo: conceitualização, diagnóstico e Avaliações; 
• Autismo na Educação Infantil;
• Introdução a Análise do Comportamento;
• Comportamento verbal e Sistema de Comunicação Alternativa;
• Terapia ABA;
• Função do AT (atendente terapêutico) e do Supervisor;
• Orientações aos profissionais da área da Educação e da Saúde para manejo comportamental baseado na Análise do Comportamento; 
• Atividades práticas.

Professora: Joyce Manrique 
- Mestranda em Psicologia da Educação pela PUC-SP. 
- Especialista em neurociência Aplicada à Educação e em Terapia Comportamental . Pela 

USP. 
- Atua com atendimento terapêutico de crianças e jovens com autismo.

Início do Curso: 19/10/2015 
Local: Polo Educacional Tatuapé "Instituto SELI" Rua Henrique Sertório, 204, Tatuapé, São Paulo (200 metros do Metrô Tatuapé)
Duração: 1 sábado por mês (4 sábados até dezembro)
Horário: 9:00 hrs Ás 17:00. 
Certificado de Extensão Universitária.
Valor 
do Investimento e matrícula, consulte-nos!


Informações:
Instituto SELI
fone: 11 20976866
Fabio Rogério
fone: 11-971605010 

faq.unied@gmail.com

sábado, 2 de maio de 2015

Cruzeiros para crianças com autismo



28 de abril de 2015
Royal Caribbean recebe título de "empresa amiga dos autistas"
Royal Caribbean recebe título de “empresa amiga dos autistas”
Sair para viajar com crianças que têm necessidades especiais não é uma tarefa muito simples. Pais de autistas, por exemplo, muitas vezes abrem mão de viagem de férias porque sabem que seus filhos poderão não se adaptar bem a mudanças na rotina. Conheço famílias que vivem esse problema. Por isto, achei tão bacana esta notícia. A empresa de navios de turismo Royal Caribbean recebeu o título de “primeira linha oficial friendly de cruzeiros para autistas”, ou seja, está bem preparada para receber este público em seus navios.

Para algumas pessoas com autismo, transições e mudanças na rotina podem ser muito difíceis, explica Lisa Goring, vice-presidente executiva de programas e serviços para autistas da Royal. Com o objetivo de atender este público específico, a linha de cruzeiros já incorporou novos programas para os jovens com o distúrbio, além de pessoal treinado na sala de recreação infantil, sessões especiais de cinema com uma iluminação mais forte e a permissão para que os espectadores possam falar e caminhar em torno do teatro durante o filme. A empresa criou também um livro de história que ajuda a introduzir o conceito de um cruzeiro para uma criança com autismo, mostrando-lhe o que pode esperar durante sua viagem.

Existe inclusive uma associação _ a Autismo nos Mares _ especializada em dar suporte às empresas de navios “amigas dos autistas”, e é cada dia mais comum encontrar viagens que atendam às exigências de portadores de necessidades especiais. Nos Estados Unidos os cruzeiros com grupos de famílias de autistas são frequentes (e cada vez mais procurados) e a proposta logo deve se espalhar pelo mundo. “Há uma onda de mudanças em termos de consciência”, diz Marguerite Colston, porta-voz da Sociedade de Autismo da América. Tomara que seja assim por aqui também.
Postado por viviane_bevilacqua, às 6:00


sábado, 1 de novembro de 2014

Robô inteligente auxilia no tratamento do autismo e no cuidado de idosos

'Nao' é equipado com câmeras nos olhos e responde à comandos de voz.
Máquina foi apresentada durante a JCRIS 2014 na USP em São Carlos.



Um robô desenvolvido por uma empresa francesa está ajudando no tratamento do autismo e no cuidado de idosos. O projeto foi uma das inovações apresentadas na Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014 que terminou nesta quarta-feira (22), na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Criado com o intuito de contribuir para o bem estar dos seres humanos, o robô Nao - palavra que significa cérebro em chinês - foi lançado em 2007 e pode ser programado para desempenhar diversas funções como ferramenta educativa e interativa para crianças e adultos.
Desenvolvido pela empresa francesa Aldebaran Robotics, Nao tem 57 centímetros de altura e é equipado com câmeras no lugar dos olhos, microfones para responder aos comandos de voz, autofalantes e sensores variados. Além disso, ele possui dois processadores e acesso à rede de internet sem fio. O robô é capaz de ler e-mails e respondê-los por meio de uma conversa com o usuário, por exemplo. Hoje, já existem no mundo mais de 450 instituições que utilizam o Nao, entre elas a USP São Carlos e a Harvard University.
Matheus Mainardi, da Somai Tecnologia e Educação, empresa que representa a Aldebaran no Brasil, explica que a aplicação do robô para auxiliar em casos de autismo teve início de forma espontânea. “Ele foi apresentado em um evento e uma criança autista começou a brincar com ele. Como é um sistema que não possui emoções, a interação fez com que as pessoas que possuem essa disfunção se sentissem mais à vontade para brincar com ele. Assim, depois de alguns estudos, foi constatado que o Nao podia funcionar como um canal direto de comunicação entre um autista e outras pessoas”, declarou. Pensando nisso, a empresa francesa lançou em 2013 o Autism Solution for Kids (ASK) para o Nao, dedicado às necessidades especiais para o ensino dessas pessoas.

Mainardi explicou que o fato de permitir programação específica para realizar funções diferentes faz o robô ter possibilidades infinitas de aplicação. “Estamos apenas no começo. Ele é capaz de mostrar na prática algumas coisas que aprendemos apenas em teoria. Campos como a robótica, a matemática, a ciência da computação e a engenharia são muito melhor trabalhados por meio desse equipamento. Mesmo se contarmos apenas com as funções já conhecidas do Nao, as aplicações são infinitas. Imagine então quando mais pessoas passarem a programar seus próprios códigos e fazer suas próprias demandas ao robô”, pontuou.
Próxima etapa
A Aldebaran já prepara outra versão do Nao, o “irmão mais velho” dele, Romeo. A nova versão está em desenvolvimento desde 2009, mas já foi apresentada. Dessa vez, o alvo foi a população idosa, que poderá contar com a ajuda do robô. Ele tem 1,40 metro e pode ajudar pessoas que perderam sua autonomia auxiliando em atividades como abrir portas, subir escadas e até buscar objetos.

Aplicações e uso
No caso da RoboCup de futebol, que aconteceu durante a JCRIS, um time de Naos foi programado para desempenhar funções em campo como goleiro, zagueiro ou atacante. Assim como nos jogos entre humanos, os robôs eram vítimas de faltas e empurrões, sendo jogados no chão pelos outros em alguns momentos. Mesmo assim, sem nenhum tipo de intervenção humana, o robô se levanta sozinho com o apoio das mãos e volta à partida como se nada tivesse acontecido.
Robô é capaz de dançar e até ensinar matemática (Foto: Orlando Duarte Neto/G1)Robô é capaz de dançar, conversar e até ensinar
matemática (Foto: Orlando Duarte Neto/G1)
Em 2012, o G1  mostrou um sistema desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, que fazia com que Nao reproduzisse gestos realizados por humanos. A pesquisa tinha como objetivo auxiliar pacientes em fisioterapia, além de promover a interação com crianças do ensino fundamental.
O humanóide, termo atribuído aos robôs que se assemelham a humanos, pode ser adquirido apenas por empresas ligadas ao ramo da educação ou, em alguns casos, de tratamento de determinadas condições como o autismo. As instituições interessadas em adquirir o Nao devem enviar uma inscrição ao Somai, que vai avaliar e aprovar o pedido caso se encaixe nas categorias requisitadas.
No entanto, Mainardi explica que logo o sistema deve estar aberto ao público. “Ele ainda pode ser considerado um protótipo, mesmo com tantas funções, já que ainda existem muitas outras a serem descobertas. Ele ainda está sendo testado, de certa forma. Quando for julgado que está pronto para atender ao público da melhor forma possível, com certeza deve ser comercializado abertamente”, afirmou.

FONTE: G1

sábado, 18 de outubro de 2014

Sem atendimento adequado, autistas são amarrados a camas em Alagoas


18/10/2014 08h09 - Atualizado em 18/10/2014 08h29


Falta de serviço especializado na rede pública dificulta o tratamento.
Psicóloga reconhece que atendimento não é o ideal, mas ressalta melhoras.


Lidar com os sintomas mais graves em pessoas com autismo, como a agressividade, é uma preocupação comum a muitas famílias que convivem com o transtorno. Em Alagoas, a situação fica mais difícil diante de uma estrutura de diagnóstico e tratamento ainda precária. Há poucos centros de atendimento específico na rede pública estadual e, em casos extremos, os pacientes vivem amarrados em uma cama ou trancados em um quarto.
Emerson passa a maior parte do dia amarrado na cama (Foto: Michelle Farias/G1)Adolescente passa a maior parte do dia amarrado na cama do abrigo. (Foto: Michelle Farias/G1)





É o caso de um adolescente de 14 anos que mora no Lar Santo Antônio de Pádua, localizado no Conjunto Village Campestre, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Ele é autista, morava com o irmão e o pai e passava a maior parte do tempo trancado no quintal de casa. Como o pai trabalha durante o dia e não tem como cuidar do garoto, ele foi para o abrigo.
“Ele já passou por vários psicólogos e psiquiatras e foi diagnosticado com o grau mais avançado da doença. Como não temos pessoas suficientes, ele fica amarrado para não tirar a própria vida. Ele é agitado e pode bater a cabeça na parede até sangrar. Sei que é triste, mas fazemos o possível. Ele toma medicações, mas ainda assim precisa ficar amarrado. Eles são atendidos pela rede pública, mas o atendimento é muito ruim, os médicos só passam remédios”, afirma Frei José, responsável pelo abrigo.
De acordo com o Frei José, as famílias dos autistas que estão no abrigo quase nunca aparecem. "A maioria nem recebe visita. O único que recebe é o adolescente que ficava trancado no quintal de casa, mas de uns tempos para cá o pai não está vindo muito. É muito triste porque os pais não sabem como lidar com a doença e aqui nós fazemos de tudo para que eles tenham conforto, carinho e segurança", afirma.
Emerson divide o quarto com quatro garotos; um deles também fica amarrado (Foto: Michelle Farias/G1)Adolescente divide o quarto com quatro garotos; um deles também fica amarrado. (Foto: Michelle Farias/G1)
O Estado não dispõe de nenhuma unidade de saúde especializada em autistas, mas apoia as unidades municipais e privadas. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), uma portaria publicada em 2011 estabeleceu que esse tipo de atendimento é de responsabilidade das prefeituras. "Nós prestamos consultorias e capacitamos os profissionais. Não temos nenhum centro específico para atender a essas pessoas, esse tipo de atendimento é de responsabilidade do Município", diz o gerente de Saúde Mental de Alagoas, Berto Gonçalo.
De acordo com assessoria de comunicação da Sesau, a Rede de Atenção Psicossocial do Estado de Alagoas deve incluir novos serviços para, a partir de 2015, atender a pessoas autistas junto à família e comunidade e de maneira integral.
Em Maceió, segundo a psicóloga Silvana Alcântara, da coordenação de Saúde Mental da prefeitura, oito instituições são credenciadas para atender a pessoas com autismo, mas apenas três oferecem tratamento diferenciado: dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que inaugurou em abril deste ano o Centro Unificado de Integração e Desenvolvimento do Autista (CUIDA). As outras unidades são ONGs que possuem convênio com o Município.
"Reconheço que o atendimento não é ideal, mas essa realidade não é apenas em Alagoas, é em todo o Brasil. O município tem convênios com ONGs, mas é preciso mais locais para atender a todos os casos", avalia a psicóloga. Para quem tem autismo, cada minuto é significativo. Quando o diagnóstico é tardio, a doença piora e fica muito complexa a intervenção. Quando o diagnóstico é fechado, é possível procurar atendimento na rede pública, mas a demora nesse atendimento varia de caso para caso", afirma a psicóloga.
O atendimento a esses pacientes é composto por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros. Entretanto, o Município não soube informar a quantidade exata de profissionais na área ou mesmo o número de vagas disponíveis e a demanda do setor. Questionada sobre possíveis melhorias no atendimento a esses pacientes, a Secretaria Municipal de Saúde também não informou se havia algum planejamento neste sentido.
O G1 visitou algumas unidades que oferecem tratamento específico a autistas. De acordo com a psicóloga e coordenadora geral do CUIDA, Fabiana Lisboa, o Centro conta com 28 profissionais divididos em assistente social, técnicos em enfermagem, psicólogos, terapeuta ocupacional, terapeuta de integração sensorial, fisioterapeuta, fonoaudiólogos, pedagogos, educador físico, musicoterapeuta, nutricionista, psiquiatra e neuropediatras.

O Centro atende a cerca de 100 pacientes por mês e aposta em uma terapia com objetivos bem definidos e em sintonia com médicos, terapeutas, família e escola, utilizando métodos específicos para o transtorno do espectro autista. O CUIDA funciona hoje com a sua capacidade máxima de pacientes, mas quem quiser pleitear uma vaga, pode entrar com o serviço social da APAE pelo telefone (82) 3435-1461.
Crianças com autismo são assistidos pela AMA (Foto: Michelle Farias/G1)Crianças com autismo faz atividade em associação que oferece tratamento. (Foto: Michelle Farias/G1)
Na Associação dos Amigos dos Autistas (AMA-AL), o principal problema apontado do tratamento na rede pública é a precariedade do sistema e a quantidade de vagas disponíveis. “Eu tenho um filho autista e senti na pele a falta de especialização. Às vezes, não é nem por má vontade, é porque a qualificação é muito cara. Sentindo a necessidade de um atendimento específico, fundamos a AMA. Tudo que temos aqui são os pais que trazem e bancam, porque não encontramos na rede pública”, afirma a presidente da associação, Mônica Ximenes.
Os pais são os primeiros a notar que alguma coisa está diferente com o filho, como um gesto não correspondido ou a falta de reação a um estímulo. Outras vezes, quem percebe que há algo errado são parentes, amigos ou professores. “Quem dá o diagnóstico do autismo é um psiquiatra e na rede pública há poucos, por isso muitos pais sofrem sem saber o que o filho tem. Justamente por falta de qualificação, muitos profissionais não fecham o diagnósticos e enchem as crianças de remédios”, alerta Mônica.
Atividades em grupo desenvolvidas na AMA (Foto: Michelle Farias/G1)Atividades em grupo desenvolvidas na AMA (Foto: Michelle Farias/G1)
A diretora pedagógica da AMA, Silvia Costa Souza, tem um filho de cinco anos com autismo. Ela conta que morava na cidade de São Miguel dos Campos, mas teve que procurar atendimento específico em Maceió na tentativa de dar um serviço de qualidade para o filho. “Tive que procurar médicos fora e foi quando o meu filho foi diagnosticado. Soube que em Maceió tinha a AMA e não pensei duas vezes. Aqui nosso atendimento é individualizado, cada caso é pensando é bem planejado. Trabalhamos com os nossos filhos, para que eles tenham autonomia”, afirma.
Segundo Sílvia, as atividades específicas e direcionadas são fundamentais para que as pessoas com autismo conquistem essa autonomia. “Para que elas aprendam a comer de garfo e faca, uma atividade comum para crianças normais, aqui é preciso vários dias de repetições para a criança de fato aprender", diz.
Aplicativo 
Estudantes e pesquisadores da Instituto Federal de Alagoas (Ifal) criaram um aplicativo para tablets direcionado a crianças que tem espectro autista. O ABC do Autismo é um jogo baseado em estudos de psicolinguística criado para facilitar a aprendizagem de crianças e jovens. Segundo o instituto, o aplicativo já foi apresentado em feiras de informática e teve boa aceitação – já teriam sido mais de 10 mil downloads na loja virtual Google Paly, onde está disponível para plataformas Android.

“São atividades que as crianças podem formar palavras, reconhecer objetos e animais. Ele teve uma aceitação muito grande e está sendo um ótimo aliado no aprendizado. Existem outros aplicativos que estão sendo desenvolvidos por alunos do Ifal para pessoas autistas e pessoas com dificuldades de aprendizado”, afirma a professora do instituto, Mônica Ximenes.
Fonte: G1

sábado, 11 de outubro de 2014

Como animais podem ajudar na terapia de pacientes com autismo e depressão



Seu cão, gato, coelho ou periquito pode lhe ajudar a superar momentos de extrema tristeza – mas eles também ajudam pacientes com depressão, autismo e deficiência mental por meio da TAA, a Terapia Assistida por Animais

Como animais podem ajudar na terapia de pacientes com autismo e depressão Reprodução/Iris Grace Paintings




A gata Thula auxilia no tratamento de Iris, uma menina de quatro anos diagnosticada com autismo na Grã-BretanhaFoto: Reprodução / Iris Grace Paintings
Muitas vezes, o maior conforto em momentos de dificuldade vem de nossos animais de estimação. Seja com aquele olhar de quem nos entende (todo dono de bicho jura de pés juntos que o animal "entende tudo o que ele diz", não é?), com uma festinha ou um ronronar, os pets são responsáveis em grande escala por fazer de seus donos, com sua parceria e amor inabaláveis, pessoas mais felizes.
É por isso que, muitas vezes, o auxílio dos bichinhos é procurado em momentos de depressão ou em ataques de fobia. Para crianças com autismo e necessidades especiais, cães, coelhos, calopsitas e outras espécies de melhores amigos do homem são coterapeutas na hora de estimular vínculos afetivos. Com os idosos, eles animam o ambiente e dão uma dose extra para os habitantes de casas de repouso e residenciais geriátricos pelo mundo afora.
Na última semana, muito se ouviu falar da história de amizade entre a gatinha Thula, da raça Maine Coon, e a menina Isis, de quatro anos, diagnosticada com autismo. Segundo os pais da garota, ela se recusava veementemente a usar roupas. Com a chegada de Thula à casa da família em Market Harborough, na Grã-Bretanha, a menina começou a se vestir e, discretamente, começou a ser mais verbal. Como? Conversando com a gata.
Segundo a pet terapeuta Karina Schutz, os animais podem despertar empatia a tal ponto de fazer com que pacientes diagnosticados com autismo ou depressão deem grandes passos em relação às suas doenças:
— Suponha que uma pessoa com depressão adquira um animal de estimação. O que esse animal vai fazer? Ele vai fazer com que a pessoa tenha que dar cuidado ao animal. Se tu tiver que dar comida, por exemplo, é responsabilidade tua. Ele não vai viver sem ti. Tu vais te sentir importante pelo simples fato de ter alguém para cuidar. Tu podes até ter um filho e ter responsabilidade sobre ele, mas a diferença que desperta, o carisma que desperta do animal para a pessoa é diferente, porque o filho discute com a pessoa e o animal não te julga, acaba te amando incondicionalmente. 

Projeto utiliza cães de rua para terapia de idosos em asilos
Assim como a gatinha Thula "auxilia" Iris com sua pintura e com suas aulas, os animais têm o poder de estimular as funções sociais, diz Karina:
— Muitas vezes, tu utilizas um animal para trabalhar com uma pessoa. Para fazer com que essa pessoa leve o cachorro para passear na rua, isso ajuda a pessoa que tem depressão, porque ela acaba saindo de casa, indo para a rua, colocando o animal dela num parque, acaba fazendo amizade com outras pessoas que tenham cães. O animal é um grande estimulador das funções sociais, das habilidades sociais do ser humano.
Porta entreaberta para os animais em hospitais
No entanto, nem todas as pessoas que poderiam se beneficiar da Terapia Assistida por Animais (TAA), como é chamada, podem ter acesso a ela. Os animais ainda são barrados na maioria dos ambientes hospitalares do Brasil. O terapeuta pode trabalhar com animais em consultórios particulares, mas sua entrada em hospitais é vetada. Em Porto Alegre, nenhuma instituição permite o trabalho com animais terapêuticos e nem a entrada dos animais de estimação dos internados, nem aqueles em unidades semi-intensivas. No Estado, o Hospital Centenário, em São Leopoldo, e o Hospital Universitário de Pelotas já adotam a prática, mas a TAA ainda engatinha no país.
Em âmbito federal, um projeto de autoria do deputado Giovani Cherini tramita na Câmara com o propósito de habilitar os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibilizarem a TAA a seus pacientes. No entanto, a causa ainda espera seu paladino na política, para que mais histórias como a de Isis e Thula possam acontecer não apenas em casas, mas em estabelecimentos de saúde no país inteiro.






sábado, 4 de outubro de 2014

'Treinar' pais de criança autista reduz sintomas do transtorno

Psiquiatria -

'Treinar' pais de criança autista reduz sintomas do transtorno.

Pesquisa demonstrou eficácia de método que ensina os pais a estimular o desenvolvimento de bebês com sintomas de autismo

Autismo: Ensinar pais a estimular linguagem, atenção e aprendizado das crianças ajuda a reduzir sintomas
Autismo: Ensinar pais a estimular linguagem, atenção e aprendizado das crianças ajuda a reduzir sintomas(Thinkstock/VEJA)
Em um novo estudo, pesquisadores concluíram que um determinado tratamento, aplicado nos primeiros anos de vida de um bebê com sinais de autismo, pode melhorar seu desenvolvimento e reduzir os sintomas do transtorno durante a infância. A terapia, no entanto, não é direcionada à criança, mas sim aos seus pais, que passam por uma espécie de treinamento para que estimulem a comunicação dos filhos.
O método testado pela pesquisa foi o Infant Start, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Davis, Estados Unidos. Nele, pais de bebês com autismo aprendem formas de estimular a comunicação, a atenção, o aprendizado, a linguagem e a interação social dos filhos.
O estudo, publicado nesta terça-feira, contou com a participação de pais de sete crianças de 6 a 15 meses de vida que apresentavam sintomas relacionados ao autismo, como pouco contato visual, repetição de determinados movimentos e baixa disposição para a comunicação. Os pais, junto com os bebês, passaram por doze sessões de treinamento e, depois, foram acompanhados durante seis meses pelos pesquisadores para que continuassem seguindo o método corretamente.
As crianças voltaram a ser avaliadas dois e três anos após o início do estudo. O desenvolvimento delas foi comparado ao de outras com características diversas. Entre elas, crianças com autismo que só receberam tratamento após os três anos de idade e crianças sem o transtorno.
Segundo a pesquisa, seis das sete crianças que participaram do estudo chegaram aos três anos de idade com o desenvolvimento do aprendizado e da linguagem semelhante ao de crianças sem autismo. “A maioria das crianças com autismo nem ao menos recebeu o diagnóstico da doença nessa idade”, diz Sally Rogers, professora de psiquiatria e ciências comportamentais da Universidade da Califórnia em Davis e coordenadora do estudo.
O estudo, portanto, sugere que começar o tratamento de crianças com autismo de forma precoce diminui os problemas de desenvolvimento ao longo da infância. No entanto, como foi feito apenas com sete crianças, as descobertas precisam ser confirmadas por pesquisas maiores. Mesmo assim, a equipe considera que as conclusões foram importantes, pois mostraram uma redução significativa dos sintomas do transtorno nos primeiros anos de vida.
Fonte na íntegra: veja.abril.com.br