"Quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo".

(Henry Ford)


____________________ TEA (Transtorno Espectro Autista)






sexta-feira, 5 de junho de 2015

Posicione-se contra a taxa extra de escolas particulares para alunos com deficiência


Change.org

Sou advogada e acima de tudo sou mãe, e tenho um filho com deficiência. É notório que muitas escolas particulares estão cobrando taxas extras para alunos deficientes - estão repassando os custos de adaptações físicas e de profissionais mediadores para as famílias. Só que esta cobrança é ilegal e não deveria existir.
Peço que o Ministério da Justiça emita um parecer contra esta cobrança, que precisa acabar. A Constituição garante à criança com deficiência o direito a frequentar uma escola regular e ser atendida sem ter que pagar mais apenas em razão da deficiência. Esta cobrança é, na prática, uma discriminação.
Quero isso não para o meu filho, que já foi discriminado nas escolas que passou e hoje estuda em casa, em uma escola especialmente montada para ele. Exijo isso para milhares de pais que não têm como pagar taxa extra, pois já é muito caro manter filhos deficientes.
Os salários dos mediadores e as despesas para adaptar salas de aula para alunos deficientes devem estar diluídos no valor da mensalidade.Se um aluno estuda no 4o andar de uma escola, ele paga taxa extra pelo elevador? Não. E o aluno cadeirante, ele paga a rampa ou o elevador da escola? Não, afinal qualquer melhoria na escola valoriza o patrimônio do dono de escola!
As escolas só têm a ganhar se abandonarem a discriminação.Apoiar a inclusão social é permitir que todas as crianças convivam e entendam o que respeitar o próximo. Além disso, este é um direito garantido por lei. Assine esta petição e pressione a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça a se posicionar!Só desse jeito o Procon e o Ministério Público dos estados vão se mexer e fiscalizar as escolas!
ASSINE ESSE ABAIXO-ASSINADO - Change.org

domingo, 31 de maio de 2015

Professor: você sabe o que são os Transtornos do Espectro Autista (TEA)?

 
Fonte: Shutterstock
Além de dominar suas respectivas áreas do conhecimento e estarem sempre atualizados em relação às novas técnicas pedagógicas, uma das missões dos educadores é também lidar com as dificuldades de cada aluno e promover a inclusão dentro da sala de aula. No entanto, mais do que os problemas comuns de relacionamento ou assimilação do conhecimento, existem situações que desafiam os educadores ao máximo. É o caso dos chamados Transtornos do Espectro Autista (TEA).

Os Transtornos do Espectro Autista são distúrbios neurológicos que afetam a comunicação e a socialização de pessoas em todo o mundo. Além do autismo clássico, doença que está incluída nesta categoria, há também o autismo de alto desempenho, antigamente chamado desíndrome de Asperger e Transtornos Globais do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Embora estejam todas classificadas no mesmo espectro, cada uma dessas doenças tem um nível de gravidade distinto. No caso do autismo clássico, os portadores apresentam muita dificuldade para se expressar, ou não falam. Costumam fazer movimentos repetitivos e evitam ao máximo o contato com outras pessoas, alguns têm, de fato, deficiências mentais. Já o autismo de alto desempenho apresenta outras características. Embora os pacientes diagnosticados também tenham alguns dos problemas do autismo clássico, são extremamente inteligentes e conseguem se comunicar com muito mais facilidade. Já as crianças que apresentam Transtornos Globais do Desenvolvimento Sem Outra Especificação costumam ter um diagnóstico tardio, já que os sintomas não se encaixam exatamente em nenhuma das categorias.

Em geral, as crianças acabam desenvolvendo essas condições – que as acompanharão por toda a vida - até os 3 anos de idade e, a partir de então, devem receber os cuidados de uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos e psicólogos, além da família e, dependendo do caso, a escola. De qualquer forma, conhecer os sintomas e manifestações dos TEA é fundamental para que os alunos que sejam portadores dessas condições médicas sejam incluídos e consigam aproveitar ao máximo a experiência escolar.

Adaptar as aulas às necessidades desses estudantes é fundamental. Para ajudá-los a se preparar, é interessante disponibilizar um planejamento e um calendário com bastante antecedência e manter-se fiel a essa estrutura; fazer isso é útil, pois eles costumam ser muito ligados a regras e podem apresentar certa resistência às mudanças. Outra boa dica édisponibilizar slides e outros recursos, assim, eles podem rever o conteúdo com calma, quantas vezes for preciso. Dependendo do estudante, é possível que apresente pouca coordenação motora, por isso, escrever e prestar atenção na aula não é algo muito produtivo. Se o aluno preferir, é interessante que o autorize a gravar as aulas.

Uma medida que pode colaborar para que esses alunos tenham um bom desempenho é oferecer um pouco mais de tempo para a realização de provas e até mesmo um ambiente separado, que não apresente distrações. Assim, eles podem se concentrar melhor.

O feedback também é essencial para que eles se saiam bem. Por isso, construir uma relação de confiança com esses alunos é muito importante, sempre oferecendo ferramentas para que eles possam se aprimorar. Nesse aspecto, os pacientes de TEA costumam se dedicar muito às suas áreas de interesse específico, além de serem detalhistas e observadores. Por isso, ao notar que um aluno tenha desenvolvido uma atenção especial em relação a determinado tópico, encoraje-o a descobrir mais sobre o assunto.

Por fim, esses alunos merecem todo o respeito e a consideração da turma. Em nenhuma circunstância podem ser desrespeitados, por isso, a classe deve estar envolvida em um processo de inclusão e aceitação das diferenças. Desenvolver uma parceria com a família e a orientação educacional da escola também será muito eficaz para acompanhar o progresso desses estudantes e, consequentemente, tornar o ambiente acadêmico mais positivo para todos.
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deusina lopes da cruz
*31 de maio de 2015
Parabéns pela iniciativa de escrever sobre o tema. Apenas gostaria de sugerir mais cuidado ao se referir ao Transtorno do Espectro do Autismo TEA - é um Transtorno, não é uma doença e os alunos não são pacientes e sim, alunos com necessidades de apoios na escola, já amplamente previstos no âmbito do Atendimento Educacional Especializado AEE, no Brasil. Ainda não se conhece todas as questões de saúde, ambientais e sociais que causam este Transtorno, nem o porquê dos seus níveis de desenvolvimento
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sábado, 16 de maio de 2015

Bebê prematuro tem mais chance de desenvolver autismo


04 de Maio de 2015

Washington - Os nascimentos prematuros podem alterar a conectividade entre diferentes partes do cérebro, o que pode aumentar o risco da criança desenvolver autismo e problemas de atenção, segundo um estudo britânico publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Pesquisas anteriores já tinham observado que o autismo e os problemas de concentração são mais frequentes em crianças prematuras.
Pesquisadores do King's College de Londres utilizaram uma ressonância magnética para examinar as conexões específicas dos cérebros de 66 crianças, das quais 47 nasceram antes da 33ª semana de gestação, enquanto outras 19 nasceram no tempo previsto.
Os autores se concentraram nas conexões entre o tálamo, o centro de reflexos emocionais, e o córtex, a matéria cinzenta que rodeia os hemisférios cerebrais e que tem um papel fundamental em muitas funções cognitivas.
Os cientistas constataram que os bebês nascidos entre as 37ª e a 42ª semanas, que é o período normal de gestação, tinham estruturas sabidamente similares às dos adultos em algumas partes do cérebro, o que confirma que as conexões estavam bem desenvolvidas no momento do nascimento.
Ao contrário, nos prematuros, os especialistas observaram menos conexões cerebrais entre o tálamo e o córtex, porém mais conexões com uma zona particular do córtex que está envolvida no processamento de sinais faciais, dos lábios, a mandíbula, a língua e a garganta.
Isto poderia explicar porque os bebês prematuros que são amamentados ou alimentados com mamadeira aprendem a fazê-lo antes que as crianças nascidas a termo.
Mas a menor conectividade na região do córtex envolvida nas capacidades cognitivas pode estar relacionada com o fato de estas crianças terem mais probabilidades de sofrer de problemas de concentração e de socialização, segundo os pesquisadores.
"A próxima etapa na nossa pesquisa será compreender o vínculo entre estas observações e as dificuldades de aprendizado, concentração ou socialização", comentou Hilary Toulmin, do centro de desenvolvimento cerebral do King's College e principal autora do estudo publicado na academia americana deciências (PNAS).

FONTE: Exame.com

sábado, 2 de maio de 2015

Cruzeiros para crianças com autismo



28 de abril de 2015
Royal Caribbean recebe título de "empresa amiga dos autistas"
Royal Caribbean recebe título de “empresa amiga dos autistas”
Sair para viajar com crianças que têm necessidades especiais não é uma tarefa muito simples. Pais de autistas, por exemplo, muitas vezes abrem mão de viagem de férias porque sabem que seus filhos poderão não se adaptar bem a mudanças na rotina. Conheço famílias que vivem esse problema. Por isto, achei tão bacana esta notícia. A empresa de navios de turismo Royal Caribbean recebeu o título de “primeira linha oficial friendly de cruzeiros para autistas”, ou seja, está bem preparada para receber este público em seus navios.

Para algumas pessoas com autismo, transições e mudanças na rotina podem ser muito difíceis, explica Lisa Goring, vice-presidente executiva de programas e serviços para autistas da Royal. Com o objetivo de atender este público específico, a linha de cruzeiros já incorporou novos programas para os jovens com o distúrbio, além de pessoal treinado na sala de recreação infantil, sessões especiais de cinema com uma iluminação mais forte e a permissão para que os espectadores possam falar e caminhar em torno do teatro durante o filme. A empresa criou também um livro de história que ajuda a introduzir o conceito de um cruzeiro para uma criança com autismo, mostrando-lhe o que pode esperar durante sua viagem.

Existe inclusive uma associação _ a Autismo nos Mares _ especializada em dar suporte às empresas de navios “amigas dos autistas”, e é cada dia mais comum encontrar viagens que atendam às exigências de portadores de necessidades especiais. Nos Estados Unidos os cruzeiros com grupos de famílias de autistas são frequentes (e cada vez mais procurados) e a proposta logo deve se espalhar pelo mundo. “Há uma onda de mudanças em termos de consciência”, diz Marguerite Colston, porta-voz da Sociedade de Autismo da América. Tomara que seja assim por aqui também.
Postado por viviane_bevilacqua, às 6:00


sábado, 25 de abril de 2015

Lei que garante amparo a pessoas com autismo será promulgada nesta segunda-feira


Proposta prevê tratamento individualizado e multidisciplinar para crianças e adultos que convivem com a síndrome, além do acesso gratuito a medicamentos

Publicado em 25/04/2015, às 07h30


A lei que protege a pessoa com transtorno do espectro autista, aprovada no início do mês, será promulgada na segunda-feira (27), na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O texto, de autoria da mesa diretora da Casa, prevê o tratamento individualizado e multidisciplinar para crianças e adultos que convivem com a síndrome, além do acesso gratuito a medicamentos.
A proposta é considerada um avanço no amparo à pessoa com autismo. O acompanhamento especializado engloba atendimento médico, de psicólogos, fisioterapeutas fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Além disso, a lei prevê a inclusão dos estudantes com o transtorno nas classes comuns de ensino público e privado.

Atualmente, os pais de crianças com autismo consideram o tratamento voltado à síndrome muito precário na rede pública de saúde. “Para conseguirmos um diagnótisco, já é uma grande luta. Precisamos de um conjunto de profissionais especializados que trabalhem unidos para garantir o desenvolvimento da criança”, explicou o teólogo Otacílio da Silva Filho, 35, pai de João Miguel.


Otacílio contou que precisou se mudar do município de Cupira, no Agreste pernambucano, para encontrar, no Recife, um atendimento adequado para o filho. “Muitos ainda consideram o autismo uma doença, mas não é. A criança com autismo é muito inteligente e determinada, eles só interpretam as coisas e se expressam de uma maneira diferente da considerada comum”, afirmou.
A dona de casa Karla Dircksen Dutra, 36, mãe de Caio, 5, revelou se sentir receosa quanto à aplicação da nova lei. “É uma notícia maravilhosa, só de podermos discutir sobre o assunto, de dar voz a pessoas com autismo, é um grande marco. Mas muito ainda precisa ser feito”, disse.

Para alguns profissionais de saúde, cabe ao governo instituir, em todo o Estado, uma política específica para o tratamento de pessoas que convivem com o transtorno. “Há pouquíssimos especialistas no transtorno do espectro autista em Pernambuco. Não há sequer um estudo sobre a quantidade de pessoas com autismo no Estado. Nem mesmo a rede pública de saúde da capital pernambucana possui profissionais habilitados para o atendimento apropriado”, informou a psicóloga Roberta Monteiro, que atende na Clínica Somar, na Torre, Zona Oeste do Recife. 
Segundo a psicóloga, o acompanhamento especializado pode garantir qualidade de vida de e um maior grau de independência à pessoa com autismo. “É fundamental para a saúde e a vida de quem convive com a síndrome”, declarou. 



terça-feira, 21 de abril de 2015

Mion emociona ao falar sobre o filho autista: "Sou guardião de um anjo"


Neste sábado (18), todo o elenco do Legendários se vestiu de azul. Até o Hulk Magrelo mudou de cor porque azul é a cor do Mês da Conscientização sobre o Autismo. Marcos Mion divulgou a campanha e falou sobre sua experiência pessoal. Pai de Romeo, ele se diz "guardião de um anjo". As palavras de Mion comoveram o apresentador Gilberto Barros, que fez questão de apoiar o colega. Veja!

Assista o vídeo em: r7

sábado, 11 de abril de 2015

Atividade neuronal maior faz crianças autistas falarem mais, sugere estudo

10/04/2015 09h17

Atividade neuronal é quase inexistente em bebês que depois não falarão. Estudo foi publicado na revista científica 'Cell'.


Algumas crianças autistas desenvolvem mais a capacidade de linguagem do que outros já que, desde que são bebês, apresentam uma maior atividade neuronal em áreas do cérebro responsáveis pela função, segundo estudo publicado na revista científica "Cell".
Segundo um dos autores da pesquisa, Eric Courchesne, diretor do Centro de Autismo da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), o autismo pode gerar consequências clínicas muito diferentes em crianças pequenas, já que algumas delas têm uma capacidade de linguagem desenvolvida e outras não falam.
Em bebês com autismo que desenvolvem boa habilidade para falar, a atividade neuronal nas áreas do cérebro responsáveis pela linguagem é similar a de crianças sem a doença. No entanto, a atividade neuronal nessas áreas é quase inexistente em bebês que depois não falarão ou terão pouca capacidade de linguagem.
"Descobrir as bases neuronais mais cedo para as diferentes trajetórias de desenvolvimento abre novas vias para encontrar causas e tratamentos específicos para esses dois diferentes tipos de autismo", disse Courchesne.
Contos infantis fizeram parte da investigação
Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram 60 crianças e bebês com autismo e 43 sem a doença, e usaram imagens de ressonância magnética funcional (IRMf), que permite mostrar as regiões cerebrais que executam uma tarefa determinada.
Concretamente, para esta pesquisa os cientistas utilizaram um método próprio do Centro de Autismo da Universidade da Califórnia que grava a atividade cerebral enquanto os pacientes escutam contos infantis.
A capacidade de linguagem na infância demonstrou estar precedida por padrões normais de atividade neuronal nas regiões do cérebro envolvidas na linguagem, incluída a face superior do lóbulo temporal.
Por outro lado, as crianças autistas com pouca capacidade de linguagem mostraram muito pouca atividade na face superior do lóbulo temporal desde que eram bebês.
"Nosso estudo é importante porque é um dos primeiros em grande escala a identificar antecipadamente precursores neuronais que ajudam a explicar a heterogeneidade no desenvolvimento da linguagem dos bebês e crianças com autismo", afirmou Michael Lombardo, da Universidade do Chipre, que também participou do estudo.
Prevenção do desenvolvimento da linguagem
Os pesquisadores determinaram, além disso, que quando são combinados com testes de comportamento, as diferenças neuronais poderiam ajudar a prever o desenvolvimento da linguagem na infância.
A efetividade da previsão dessa combinação foi de 80%, comparado com 68% de cada uma individualmente. "Uma das primeiras coisas que os pais de um bebê com autismo quer saber é o que esperar do futuro de seu filho", disse a coautora do artigo e diretora do centro, Karen Piercer. "Estes descobertas abrem uma via rumo a novos passos para diferentes tratamentos", acrescentou Piercer.
Os cientistas investigarão agora mais a fundo "os substratos neuronais funcionais adiantados que precedem à heterogeneidade social e linguística no autismo", explicou o estudo. Além disso, devem "testar a ideia de que a ativação ou a ausência desta no lóbulo temporal prediz a resposta ao tratamento em bebês com autismo", concluiu o estudo.
Fonte: Bem Estar