"Quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo".

(Henry Ford)


____________________ TEA (Transtorno Espectro Autista)






sábado, 9 de agosto de 2014

Flúor x Autismo



Os riscos do flúor em autistas


um vilão do autista, que vem disfarçado de amiguinho da saúde!
Para começar vamos descrever aqui o conceito de autismo, o que será fundamental para vocês entenderem porque o flúor prejudica nossos autistas. Segundo a classificação CID.10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), o transtorno é um transtorno global do desenvolvimento, caracterizado assim um desenvolvimento anormal ou alterado, o qual deve se manifestar antes da idade de três anos e apresentar uma perturbação característica das interações sociais, comunicação e comportamento. Por exemplo, uma pessoa atual, portanto, desenvolvida e tal como se encontra aqui e agora, obedece invariavelmente a seguinte fórmula biossociológica:
Fenótipo = Genótipo + Ambiente
Essa fórmula significa que somos agora (fenótipo), uma somatória daquilo que trouxemos para o mundo, através de nossos genes (genótipo), com aquilo que o mundo nos deu (ambiente). Assim sendo, devemos buscar no cerne do indivíduo, considerado em sua totalidade única, a mistura enigmática do inato com o adquirido, do biológico com o ambiental e/ou, finalmente, da pessoa com sua cultura. Devemos entender por desenvolvimento as mudanças sofridas pela pessoa, ao longo de sua vida, resultantes de sua interação com o ambiente. O ambiente é, para o indivíduo, uma fonte de estímulos das mais variadas naturezas, estímulos que determinarão no indivíduo uma série de interações e respostas e estas, finalmente, determinarão mudanças significativas no curso de sua vida. Não se sabe a causa do autismo mas segundo Richard Lathe, do Centro de Pesquisas Pieta, de Edinburgh, um dos fatores é a exposição à metais pesados. Em suas pesquisas, Amostras de urina de crianças com autismo estranhamente contém altos níveis de uma família de proteínas chamada porphyrins, que são precursoras na produção do componente que carrega o oxigênio na hemoglobina. Metais pesados bloqueiam a produção desse componente, causando a acumulação de porphyrins na urina. A concentração de uma molécula, a coproporphyrin, eram 2,6 vezes maior na urina de crianças com autismo do que as que não têm a doença. “É altamente provável que os metais pesados são responsáveis por comportamentos autistas na infância na maioria dos casos”, disse ele à revista New Scientist. Lathe disse que essas atividades metabólicas da proteína porphyrin prejudicam receptores no cérebro e tem sido ligado à epilepsia e ao autismo.
Então, entendemos que o autismo é causado por alterações neurológicas, através intoxicações por metais pesados, intoxicações alimentares, causando problemas gastrointestinais , onde o intestino se torna permeável ocasionando passagem para corrente sanguínea de lixos que podem afetar o cérebro através dos neuro-transmissores, e também por fatores genéticos, e outros.
Entendido isso podemos explicar porque o nosso amigo flúor (há controvérsias) não é tão amigo assim dos portadores da síndrome de autismo.
O que é Flúor? O fluor é um gás amarelo, venenoso e altamente corrosivo. É utilizado industrialmente para matar micróbios, (mas também pode matar nossas células). O fluor é altamente reativo, por isso nunca se encontra puro na natureza, mas sempre combinado com outros elementos. Ele é tão reativo que pode corroer até o vidro, aço, ferro e alumínio. Juntamente com o mercúrio, o flúor encontra-se na lista das substâncias mais venenosas do planeta. O fluor, quando combinado a certos elementos químicos, é utilizado em várias áreas da atividade humana. O ácido fluorídrico (fluor e hidrogênio em água) é utilizado na indústria. Já o fluoreto de sódio encontra-se, em alta concentração, em venenos de rato e pesticidas; ao passo que em concentração mais baixa, ele é adicionado à sua pasta de dente. Outro composto de fluor, denominado hexafluorosilicato de sódio é adicionado à nossa água potável. Os especialistas afirmam, categoricamente, que a substância não é apenas segura, mas também previne cáries e melhora a saúde dos dentes. Por isso, a sua adição à água se tornou compulsória no Brasil. Pesquisas comprovam que a ingestão em excesso do flúor é maléfica a saúde e pode até matar (isso não é um exagero!) Segundo dados do Dr. Paul Connett, Professor de Quimica da Universidade de St. Lawrence, em nova York, ratos que foram alimentados por um ano com 1 ppm (ppm significa partes por milhão – Em uma solução com um milhão de gramas, um grama é da substancia que você quer. EX de cada um milhão de gramas, um é de flúor ou seja 1 mg por quilo – 0,0001 %) de fluoreto na água bi-destilada e deionizada, usando fluoreto de sódio ou fluoreto de alumínio, tiveram mudanças morfológicas nos rins e cérebro e tiveram um aumento no nível de alumínio presente em seus cérebros (Varner et al, 1998). O alumínio no cérebro é associado com o mal de Alzheimer. (E com o de autismo!). A experimentação animal mostra também que a exposição ao fluoreto altera o comportamento mental (Mullenix et al, 1995). Em doses pré-natais os ratos demonstraram um comportamento hiperativo. Nas doses pós-natais se verificou uma hipo-atividade (isto é, baixa atividade ou síndrome da “batata de sofá“).
O fluoreto é um veneno cumulativo. Somente 50% do fluoreto que nós ingerimos a cada dia é excretada através dos rins, o restante se acumula em nossos ossos, na hipófise e outros tecidos. Se os rins são danificados, o acumulo do fluoreto pode aumentar. E relembrem: todos bebem a mesma água! Acredito então que ficou bem claro o porque de o flúor fazer tão mal aos autistas. Se seu excesso pode ser prejudicial a uma pessoa que tem o funcionamento de todo o corpo humano normal, imagina para uma pessoa que tem suas barreiras, ou seja, dificuldade de eliminar metais e outras substâncias como a caseína, que é a proteína do leite e o glúten que é a proteína encontrada em vários cereais, combinada com amido (80 % da farinha de trigo é glúten).
mportante: O limite ótimo para a ingestão diária de fluoreto – o nível que maximiza a proteção contra a cárie dentária, mas minimiza outros riscos – geralmente é considerado entre 0,05 e 0,07 mg por cada kg do peso do corpo (de 5 a 7 ppm). O consumo de alimentos e bebidas com grandes quantidades de fluoreto pode determinar uma dieta muito acima desse limite. Isso, como falamos, para pessoas que conseguem eliminar normalmente o flúor na urina. Infelizmente nossos autistas não conseguem. O flúor prejudica a memória, cognição, causa distúrbios na tireóide, prejudica a produção de colágeno(proteína que dá resistência e elasticidade aos tecidos presente nos ossos, dentes, cartilagens, pele e parede dos vasos sanguíneos), aumenta a entrada de alumínio no cérebro, metal relacionado a demência, além disso o flúor é cumulativo e como foi dito só eliminamos 50%, assim ele se acumula nos ossos tornado-os mais densos, duros e QUEBRADIÇOS.O flúor(fluoreto) é conhecido tb como um VENENO ENZIMÁTICO, ou seja inibe muitas enzimas importantes para o funcionamento de nosso organismo como a ENOLASE, SÓDIO-POTÁSSIO ATPase.Por inibir a segunda enzima que citei o flúor prejudica a síntese de proteínas. A partir disso, concluímos que todas as substâncias, até as consideradas boas, em excesso são prejudiciais a saúde. E o mais importante: o governo ( municipal, federal e estadual) trata a população de forma igual quando lhes é do interesse (fluoretando a água de todos e mandando equipes de aplicação de flúor em redes públicas para aplicar em todas as crianças sem excessão para protegê-las das cáries e se protegerem da culpa de crianças com a saúde bucal defasada) e que a falta de informação é geral: sobre o que consumimos diariamente, sobre como a escovação ideal deve ser feita (é melhor encher a boca dos pobrezinhos de flúor) e principalmente sobre o quão um autista é frágil a produtos químicos e merece respeito!

Se houver interesse em se aprofundar, deixo um outro link:  fluoridealert.org

sábado, 2 de agosto de 2014

Para pensar!!

por Alysson Muotri

Excesso de medicamentos em crianças?


Uma análise recente do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) americano mostrou que mais de 10 mil crianças recebem medicamentos psicoestimulantes, como Ritalina. Estimativas sugerem que cerca de 8% das crianças americanas entre 6 e 17 anos foram medicadas por problemas comportamentais ou emocionais entre 2011 e 2012. O CDC descreve um aumento de 5 vezes quando comparamos crianças nas décadas de 80 e 90 com as de 2007-2010. Além disso, 1,3% das crianças tomam antidepressivos. Em crianças menores que 5 anos, o número de prescrições psicotrópicas chega a 1%.
Esses números alarmantes chamaram a atenção da mídia, que tem reportado a situação como um surto de tratamento exagerado. A interpretação mais óbvia: crianças com problemas emocionais e comportamentais estão sendo medicadas por médicos que estão muito ocupados e sem tempo de oferecer terapias extremamente caras, a pedido de pais, também muito ocupados para manter um ambiente saudável em casa. De quebra, culpa-se a escola, que não oferece as condições e atividades ideais para essas crianças. Por fim, culpa-se a indústria farmacêutica, cujo interesse é vender mais remédios em busca de lucros cada vez maiores.
Pode até parecer uma justificativa razoável de primeira, mas tem algo aí que me incomoda. Primeiro, culpar os pais é fácil, mas a realidade é que a maioria resiste em medicar os filhos e prefere tentar algo alternativo. O argumento das escolas também é fraco, pois a maior parte dessas crianças sendo medicadas está apenas começando a vida acadêmica. Quanto às indústrias farmacêuticas, o lucro delas tem, na verdade, diminuído nos últimos anos no mercado americano. Então de quem é a culpa? Talvez de ninguém.
Uma visão alternativa seria pensar que não existe um surto de crianças medicadas sem necessidade e sim um aumento no número de crianças doentes. É lógico imaginar que se detectarmos um aumento no tratamento de diabetes em crianças, jamais culparíamos as famílias ou outros profissionais. Estaríamos a nos perguntar o porquê do aumento da diabetes em crianças. Entendo quem duvide que o número de crianças com problemas emocionais e comportamentais esteja realmente aumentando, com uma aceleração mais dramática nos últimos anos, afinal não temos marcadores claros pra isso. O diagnóstico nesse caso ainda é muito subjetivo. O que um pai ou médico considera um garoto superativo, outro pode considerá-lo enérgico e cheio de vitalidade. O contexto é importante.
Mas, mesmo assim, esse argumento não elimina a chance de que doenças emocionais e comportamentais estejam realmente atingindo mais as crianças. Uma explicação plausível são os fatores ambientais que, em contato com uma predisposição ou susceptibilidade genética, favoreça o surgimento dos sintomas. Ainda essa semana, um trabalho da universidade de Rochester nos EUA, mostrou que a exposição à poluição no ar, produz alterações neurológicas significativas no cérebro de cobaias, semelhantes a aquelas que são encontradas em humanos com autismo e esquizofrenia. Se o aumento do número de crianças afetadas estiver realmente correto, é possível que muitos estejam sofrendo com a falta, não excesso, de medicamentos.

sábado, 26 de julho de 2014

Alysson Muotri - Entrevistado em - 30/05/2014


Em entrevista à Angelica Hodge, Alysson Muotri fala sobre o avanço em suas pesquisas, suas expectativas e desmistifica alguns dogmas. É bom que se preste atenção.

Como se trata de um programa de TV e internet, (Revista BHNews) alguns outros assuntos são abordados. Recomendo a visualização a partir do 3º minuto do vídeo.



domingo, 18 de maio de 2014

Estudo sugere que autismo pode desaparecer.


Algumas crianças com diagnóstico de autismo deixaram de ter os sintomas que caracterizam a doença. As conclusões de um estudo americano põem em causa a ideia de que se trata de uma condição incurável e para toda a vida, mas os especialistas reagem com cautela. 

Estudo sugere que autismo pode desaparecer
foto JOANA BOURGARD/ARQUIVO JN

O estudo do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, publicado no "Journal of Child Psychology and Psychiatry", sugere que o autismo pode desaparecer nalgumas crianças, mas não é conclusivo. São necessárias mais pesquisas para explicar estes resultados.
Deborah Fein, investigadora da Universidade de Connecticut, citada pela BBC, explica que estudou 34 crianças a quem foi diagnosticada a perturbação de autismo nos primeiros anos de vida, bem como outras 34 sem qualquer problema da mesma turma.
Os resultados da avaliação cognitiva e comportamental foram idênticos em todos os alunos. Ou seja, não foram detetados quaisquer problemas de linguagem, reconhecimento facial, comunicação ou interação - sintomas característicos do autismo.
Foram também avaliadas outras 44 crianças da mesma idade, sexo e com quoficiente de inteligência não verbal idênticos e que tinham sido sinalizadas com autismo de elevado funcionamento (também designado de síndrome de Asperger), uma perturbação que se integra no espectro do autismo, mas sem afetação de inteligência e com sintomatologia menos grave. Da comparação das crianças que revelaram já não ter sintomatologia autística com os de elevado funcionamento ficou claro que os défices sociais dos primeiros eram mais ligeiros, ainda que acompanhados de problemas graves de comunicação e comportamentos repetitivos.
Os investigadores analisaram os processos clínicos para determinar se os diagnósticos teriam sido bem estabelecidos e não foram encontrados motivos para colocar em causa a sua exatidão.
O diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, Thomas Insel, considera que, embora o diagnóstico de autismo geralmente não mude com a idade, este estudo sugere que há um leque variado de possíveis resultados e que é preciso aprofundar o impacto da terapia e de outros fatores no desenvolvimento a longo prazo da doença.
O reduzido número de crianças estudadas é uma das críticas apontadas à controversa investigação. "É preciso não tirar conclusões apressadas acerca da natureza e complexidade do autismo", adverte a diretora da Sociedade Nacional do Autismo do Reino Unido. E acrescenta que "com terapia e apoio intensivos, é possível que um pequeno grupo de indivíduos com autismo altamente funcional aprendam estratégias que podem mascarar a condição e alterar os resultados dos testes". Realça, porém, que até os autores da investigação reconhecem que o autismo é condição que não se perde ao longo da vida e que é fundamental não deixar de apoiar os portadores e suas famílias.
A Associação Americana de Psiquiatria está atualmente a rever o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, a "bíblia" que médicos e psicólogos usam para classificar as doenças de foro psicológico. A nova versão deverá optar pela designação de "perturbação do espectro do autismo" para as diversas formas de autismo.
O autismo é uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por dificuldades sociais e de comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.



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Pessoal, vou me ausentar do Brasil, e consequentemente dos blogs, do trabalho e estudo, por umas três semanas.
Até a volta!



sábado, 10 de maio de 2014

5 Razões pelas quais as Mães de Crianças Autistas são Fantásticas!!!!



As palavras que mudam a sua vida… “O seu filho tem autism”. Escrito por kymberly Grosso em Autism in Real Life.




As palavras que mudam a sua vida… “O seu filho tem autismo”. Elas ligam mães de uma forma que outras pessoas não conseguem entender. Devido ao fato do autismo atravessar todas as fronteiras sociais, económicas e culturais, as mães de crianças autistas vêm de todos os países do mundo e de todos os percursos de vida. Conheci mães no Facebook, em reuniões de apoio ao autismo e na escola. Algumas são conhecidas, e outras sinto-me honrada de lhes chamar de grandes amigas. Sou atingida pelo amor que elas têm pelos seus filhos e famílias, e sou continuamente inspirada por elas.
Desde organizando grupos de apoio a advogando em  nome das nossas crianças, estas mulheres são apaixonadas, destemidas e com força a ser reconhecida. Quando olho para mães de crianças autistas eu sei, é fácil ver semelhanças, apesar das suas várias diferenças. Então minhas Companheiras Mães de Crianças Autistas, aqui fica o meu top 5 razões pelas quais vocês são fantásticas:
1. Vocês têm garra
Na vida, não existe mulher mais forte do que aquela que aparece para proteger a sua criança. Seja cuidando da saúde ou educação, as mães de crianças autistas são super conscientes daquilo que está a acontecer com a sua criança, seja bom ou mau. Elas são apaixonadas por ajudarem as suas crianças e por se apoiarem umas às outras. Estas “mães guerreiras”, como muitas foram chamadas, lutam por serviços, pelos direitos das suas crianças receberem uma educação adequada e terem a liberdade de tomarem decisões de saudáveis para as suas famílias.
Sentem-se numa mesa com mães de crianças autistas, e vão ouvi-lás contar histórias de guerra. Nós podemos entrar em batalhas sozinhas, mas sabemos que há uma mãe que passou pelo mesmo e nos pode ajudar e apoiar. Através das suas vozes e conversas, vão ouvir a devoção implacável para com as suas crianças e famílias. Estas mamães com garra não aceitarão nem devem aceitar nada de ânimo leve no que toca ao bem-estar das suas crianças.
Então, quer concorde ou discorde sobre um tema particular com uma mãe de uma criança autista, eu dou-lhe o meu respeito. Ela trava as suas próprias batalhas. Ela vive a sua vida. Ela protege as suas crianças e a sua família. Chamem-lhe força. Chamem-lhe o que quiserem. Mas nunca substimem uma mãe de uma criança autista. O autismo nunca abandona as nossas famílias, e nós nunca deixamos as nossas crianças desprotegidas.
2. Vocês têm força dentro de vocês
Enquanto as mães de crianças autistas focam, muitas vezes, em como o autismo mudou as suas vidas, reconhecemos rapidamente a força que este caminho nos deu. Dito isto, não sei se concordo com a seguinte frase, “ O que não nos mata torna-nos mais fortes”. Sim, às vezes, o autismo torna as mães, pessoas mais fortes. Mas também pode fazer uma mãe sentir-se muito para baixo. O autismo tem uma forma de endurecer até a mãe macia de alma. Nós vivemos uma vida cheia de stress, muitas vezes num estado de “fugir ou lutar”. Mas, independentemente das emoções com que têm de lidar, as mães de crianças autistas aprendem a fazê-lo juntas e a tornarem-se mais fortes, porque isso é o que a criança precisa que nós sejamos.
As mães de crianças autistas sabem que haverão muitas batalhas pelo caminho… com escolas, médicos, companhias de seguros, o governo, a intolerância, etc. Nunca sabemos quem poderá, direta ou indiretamente, atacar a nossa crianças ou tentar magoá-las. Como soldado de batalha cansado, lançamos as nossas barreiras emocionais para nos protegermos da dor. Nós usamos o nosso escudo sem nunca saber que inimigo pode atacar amanhã. E mesmo quando ganhamos uma pequena batalha, tal como ter uma reunião IEP fantástica, nós sabemos que a guerra não acabou. Então aproveitamos o nosso tempo com as nossas familias e amigos, mas as guardas que nós contruímos à nossa volta nunca recuam verdadeiramente. Porque sabemos que, a qualquer momento, o sapato pode cair de novo e estamos de volta à batalha, mais uma vez. É por isto que as mães de crianças autistas são muitas vezes, as mulheres mais fortes que conheço.
3. Vocês são Super Inteligentes
Uma vez que recebem o diagnóstico, cedo reparam que têm de ser gestoras, doutoras, advogadas e professoras, tudo numa só. Enquanto eu posso estar exagerando um pouco, há alguma verdade na minha frase. As mães de crianças autistas fazem muitas vezes a coordenação da equipa da criança e tomam decisões importantes diariamente.
Muitas mães são forçadas a aprender não apenas o que o autismo significa para a sua criança, mas também passam horas a ler as últimas investigações sobre o autismo. Se é suposto concordarmos com as recomendações físicas, devemos aprender sobre esses aspectos que dizem respeito aos nossos filhos. Sentem-se num grupo de apoio e ouvem discussões sobre tratamentos biomédicos e intervensões de medicações, problemas de sono, problemas de motricidade fina, sensorial, curriculum de capacidades sociais, etc.
Quando a vossa criança entra no sistema escolar, as mães de crianças autistas tornam-se muito conscientes que precisam começar a aprender sobre as leis que governam os sistemas educacionais. Se os pais querem assegurar que as suas crianças têm uma educação pública apropriada, aprender as bases da lei da educação especial e de como isso afeta as suas crianças para o melhor. Algumas destas “mães-advogadas” que conheci podem estar cara-a-cara com o melhor administrador de educação especial e encontrar uma educação que seja completamente adequada à sua criança. E quando as mães de crianças autistas não sabem o que fazer, sabem que outras mães as poderão ajudar a encontrar um advogado.
Educadas. Persistentes. Inteligentes. As mães de crianças autistas não têm a lúxuria de ser nada menos que isso. E, até este dia, continuo a maravilhar-me por estas mães, que fazem tudo em nome de suas crianças.
4. Vocês Nunca Tomam nada como Garantido
A capacidade de comunicar, andar de bicicleta, dançar, comer o que se quer ou ter uma amizade. São tudo marcos e atividades que muitos pais têm como garantido. Ainda assim, pais de crianças com autismo não têm esse privilégio.
Talvez a criança ande de bicicleta sozinha, ou talvez não. Com intervenção poderá aprender a criar e manter uma amizade. Ou talvez a criança não tenha amigos e nós vamos lutar para ajudar a nossas criança em relação à capacidades sociais e amizades. Qualquer que seja o marco, pequeno ou mínimo, as mães não tomam as pequenas coisas como garantidas.
Durante a vida das nossas crianças, os marcos alcançados tornam-se milagres a celebrar e não apenas registos na lista do médico. As mães de crianças autistas levam um dia de cada vez e emocionam-se com coisas que para os outros parecem fáceis de alcançar. Eu lembro-me de dizer à minha própria mãe, “Eu gostava que ele dissesse ‘mamã'. Tão básica a necessidade de comunicar, mas às vezes tão remota que só conseguimos ver um pouquinho dela. E agora que o meu filho consegue dizer “mamã” várias vezes ao dia, eu sei o quão abençoado o meu filho é por ser capaz de fazer, o que as pessoas vêem como garantido todos os dias.
Apreciação. Gratidão. Agradecimento. Na verdade nenhuma destas palavras consegue expressar o sentimento de alegria que sentimos quando os nossos filhos atingem os seus objetivos. E, talvez, isso seja a razão pela qual as mães de crianças autistas não precisem que lhes digam para abrandarem e apreciarem as coisas. Elas vivem o autismo e nunca devem esquecer de não tomarem as coisas por garantidas, elas aprendem lições diárias com os seus filhos.
5. Vocês não têm barreiras no que toca ao Amor
As mães de crianças autistas amam as suas crianças além das palavras. Ouvirão várias vezes mães dizerem que ainda que não gostem do autismo, amam as suas crianças. E é verdade. Não importa os comportamentos ou dificuldades, estas mulheres expressam abertamente o seu amor profundo de serem mães e o quanto amam a sua criança com autismo.
As mães de crianças autistas muitas vezes passam por grandes sacrificios…emocionalmente, financeiramente para poderem ajudar os seus filhos a fazerem progressos. Sabemos que não há muito espaço para erros. As nossas crianças estão começando em desvantagem, por isso muitas vezes sentimo-nos uma necessidade esmagadora de conseguir fazer tudo bem na primeira tentativa.
As mães de crianças autistas sabem aceitar as suas crianças por aquilo que elas são sem nunca parar de ajudá-las a tingir os seus objetivos. O amor é verdadeiramente paciente e carinhoso e não há barreiras ou condições.
Amor é…criar uma criança com autismo.
Mães com uma Causa
O mais engraçado em relação a este artigo é que foi feito especialmente para o dia da Mãe. Mas tipicamente, o mês de Maio é recheado com o fim das atividades anuais dos meu filhos… então não consegui fazê-lo a tempo. E enquanto este tributo às mães de crianças autistas está uns meses atrasado, estas mães deveriam saber o quão especial são durante todo o ano.
Muitas mães de crianças autistas enfrentam desafios todos os meses com graça e apoiam-se umas às outras de um forma que eu nunca tinha visto. Quando uma de nós cai, como às vezes acontece, estas mulheres estão aí para pegar em cada uma de nós, abanar-nos e colocar-nos de novo no nosso caminho. Não há forma de descrever esta irmandade de autismo, mas sinto que nós estamos todas mudadas pelo diagnóstico. Estamos melhor? Talvez sim, talvez não… dependendo do dia ou da pessoa com quem falamos. Às vezes somos fortes. Às vezes quebramos. Somos lutadoras e protetoras das nossas famílias e crianças.
Resumindo, as mães de crianças autistas inspiram-me a ser uma pessoa melhor… a tentar fazer do mundo um lugar melhor para as nossas crianças. A continuar a lutar. A ultrapassar mais um dia, mês, ano. Sempre que me sinto um pouco triste, facilmente encontro outra mãe a criando uma criança autista, que consegue me mostrar a “força”. Ela consegue mostrar-me o caminho para me ajudar a travar mais uma batalha. Ela consegue levantar o meu espírito e mostrar-me a compreensão que apenas uma mãe de uma criança autista consegue. Sim, elas são, de fato, fantásticas!
*Setembro pode ser um mês dificil para pais de crianças que têm autismo e estão a começando na escola… Então, se conhece uma mãe de criança autista com a qual se preocupa, passe-lhe este artigo para relembrá-la do quanto ela é especial! Não precisa ser Maio para celebrar o fato ser ser Mãe. 

sábado, 26 de abril de 2014

Candida Albicans e Autismo

Por Dra. Jaqueline Araujo

A candidíase é definida como uma infecção causada por fungos do gênero Candida, especialmente Candida albicans, que são fungos presentes habitualmente no trato gastrointestinal, que podem, em condições especiais, tornar-se patogênicos. Dentre as condições que podem aumentar a predisposição ao desenvolvimento da candidíase, destaca-se o papel da microbiota intestinal. Situações que possam promover alterações na composição da microbiota, como o uso de antibióticos, podem ocasionar uma diminuição do número de bactérias benéficas, permitindo o crescimento desordenado das espécies patogênicas, incluindo a Candida albicans; mudanças na ocorrência de Candida ssp., são possíveis dependendo da idade, de patologias e de influências exógenas como nutrição, estresse e drogas. Situações que promovam redução da capacidade imunológica também podem aumentar a suscetibilidade de infecção pelo fungo.
Considerando-se a relação entre candidíase e microbiota intestinal, é fundamental a manutenção de um intestino saudável, com uma microbiota adequada, sendo recomendado o uso de suplementos probióticos.
A glicose parece ser o principal substrato para o crescimento da Candida albicans. Apesar de poucos estudos que comprovem o efeito modulador dos carboidratos refinados no crescimento das espécies de Candida, é prudente se evitar o consumo desses carboidratos, com o objetivo de suprimir o crescimento do trato intestinal da Candida albicans. O consumo excessivo de açúcares refinados, causa estresse oxidativo, causando inflamação e destruindo as células cerebrais que fabricam o neurotransmissor GABA, causando excessiva hiperatividade pois o GABA inibe a excitaçãoproduzida pelo glutamato. É importante evitar alimentos que contenham glutamato monossódico, aspartame e os corantes. Os corantes, além de serem altamenete alergênicos e excitatórios, a tartrazina (corante amarelo) por exemplo, inibe a piridoxina (vitamina B6) que é responsável pela produção de Serotonina e GABA que são neurotransmissores do bem estar e da tranquilidade.
A Candida produz uma toxina chamada arabinose que bloqueia a produção de ATP. O ATP é responsável na produção de GABA, na melhora da atenção e diminuição da hiperatividade psicomotora. As toxinas causadas pela Candida, intoxicam o organismo, principalmente o pâncreas, diminuindo a capacidade enzimática de atuarem na quebra do glúten, da soja e da caseína. E estas proteínas citadas, produzem opióides, causando dependência, por isso muitos pais relatam que seu filhos só aceitam determinados alimentos, na maioria derivados do glúten e do leite. Eles também causam excitação, distúrbios de aprendizagem e dificuldades na fala, além de agressividade, esteriotipias, birras e maior tolerância a dor. É extremamente importante o exame de ácidos orgânicos que avalia erros inatos do metabolismo, metabolismo anormal de catecolaminas, dopamina e serotonina, metabólitos de bactérias e leveduras, deficiência de antioxidantes e nutrientes, deficiência de neurotransmissores, etc.
A glutamina é uma importante fonte de energia para o intestino, sendo necessária para a manutenção da morfologia e função normais. A glutamina tem um efeito modulador sobre a C.albicans, diminuindo sua incidência e reduzindo o número de colônias afetadas.
Há ainda os alimentos com ação antifúngica, que tem importantes ações sobre a Candida albicans:

  • Alho – promove inibição do crescimento, com efeitos mais pronunciados na fase aguda.
  • Óleo de orégano – o composto fenólico Carvacrol, tem ação antimicrobiana, por meio de lesões na membrana.
  • Óleo de cravo – O composto Eugenol tem ação bactericida e fungicida.
  • Óleo de Melaleuca – Tem ação antimicrobiana.
  • Echinacea – Tem efeito modulador do sistema imunológico e induçãso da mortalidade da candida.

O Autismo pode ter uma possível causa ligada a Candida albicans , como a candida pode aumentar os sitomas no autismo. Sobretudo no caso de autismo regressivo. O desenvolvimento desses fungos no trato intestinal podem ser controlados pela flora intestinal, de bactérias que competem pelo espaço vital.
O uso de antibióticos pode causar um desenvolvimento da Candida a tal ponto que podem danificar o sistema nervoso central e o sistema imunitário. Problemas comportamentais podem estar ligados ao crescimento excessivo de Candida como confusão, hiperatividade, déficit de atenção, agressividade, letargia, irritabilidade, diversos comportamentos típicos do Autismo, podem piorar por conta da Candida. Assim como cefaléia, obstipação, depressão podem estar ligados as toxinas da Candida. Além do preenchimento de um questionário de permeabilidade intestinal, sugiro que faça um teste coprológico funcional com cultura para Candida e teste de ácidos orgânicos, entre outros.

A Nutrição Funcional pode ter um importante papel durante o tratamento dos episódios de candidíase, bem como na diminuição do risco de crises de recidiva e na melhora dos sintomas do Autismo.

Dra. Jaqueline Araujo
CRN4 11101020
Nutricionista Clínica Funcional e Ortomolecular
Especialista no Tratamento Biomédico do Autismo (DAN!) – Autism Research Institute
Membro do Institute for Functional Medicine